Entre em uma sala de alunos de Administração na faculdade e pergunte aos universitários em qual eixo eles querem desenvolver sua carreira. Muitos vão falar Marketing e Finanças. Alguns vão preferir Logística. Outros citarão Vendas. Mas pouquíssimos afirmarão categoricamente que querem trabalhar com administração de Recursos Humanos.

A situação acima nos instiga a questionar por que a área exerce tão pouco fascínio dentre os alunos.

O principal motivo é o seguinte: quando alguém diz “RH”, a primeira associação que vem à mente das pessoas é “burocracia”. E para relacionar burocracia com monotonia são dois passos muito curtos. Não precisaria ser assim.

Essa associação é ainda mais forte em países com legislações trabalhistas complexas como Brasil, França e Alemanha, onde os profissionais de RH se queixam de não ter tempo suficiente para cuidar a gestão de pessoas por estarem constantemente atribulados com tarefas administrativas e burocráticas. Pilhas de papéis, trabalho “braçal” e formalidades são símbolos da área.

A principal forma de desconstruir essa imagem é provando que a área pode ser estratégica, dinâmica e moderna. E ela pode mesmo ser — mas isso exige uma mudança de mentalidade por parte dos gestores.

 

RH é naturalmente chato? Não mesmo

 

Em condições normais, mudar a legislação trabalhista de um país é uma tarefa fora do alcance dos gestores. O que eles podem, sim, mudar é a maneira como posicionam o RH dentro da organização: quanto mais estratégico, mais “legal” ele será. E torná-lo mais estratégico não é nem apenas uma maneira deixar o departamento mais atraente, é também uma forma de aumentar os resultados diretos e indiretos que ele proporciona à empresa.

Imagine que o RH da empresa onde você trabalha assumisse uma postura estratégica, apresentando à alta diretoria o ROI de todas as suas atividades (recrutamento e seleção, treinamento de colaboradores, construção de clima organizacional sinérgico, dentre outras).

O quão mais charmosa se tornaria a área? Muito mais, né?

Afinal, os profissionais de Recursos Humanos teriam uma dimensão precisa sobre os impactos de seu trabalho, refutando a imagem ultrapassada de que o RH é “chato” ou menos importante do que os outros departamentos.

Basta dar uma olhada em resultados de pesquisas recentes que buscavam correlacionar a atuação eficaz do RH com os lucros das organizações: o relatório Creating People’s Advantage, da BGC (Boston Consulting Group), foi feito a partir das respostas de 3.500 profissionais em mais de 100 empresas e concluiu que aquelas com um RH eficaz apresentam resultados financeiros duas vezes superiores às outras.

O levantamento também mostrou que as 100 com o melhor desempenho financeiro não necessitavam de ações emergenciais em qualquer um dos tópicos de RH elencados na pesquisa; já as 100 com o pior desempenho precisavam de melhorias em todos eles, bem como em 27 subitens de gestão de pessoas.

E aí, será que o RH não impacta diretamente no lucro?

 

Como tornar o RH mais “legal”

 

Não existe uma única forma de deixar o RH mais atraente para as pessoas. Mas neste artigo vamos abordar aquela sobre a qual mais entendemos aqui no Convenia.

O RH legal é o RH tecnológico. Tecnológico no sentido de que adota tecnologia para executar suas atividades diárias, acrescentando mais inteligência aos processos e encolhendo a parafernalha burocrática que ocupa espaço em demasia na rotina do RH.

Áreas como Marketing, Vendas e Finanças se acostumaram a ter softwares de gestão para acelerar e automatizar as tarefas braçais. O RH, não. Mas nada impede que ele possa se beneficiar de ferramentas assim.

O RH ainda precisa mergulhar de cabeça na tecnologia, nas soluções digitais. E, novamente, não só para deixar a área mais “legal”, mas porque isso vai acarretar resultados melhores para a produtividade e satisfação dos funcionários e, em última instância, para a empresa.

 

O primeiro passo para tornar o RH mais legal

 

A primeira etapa para deixar o seu RH mais legal é fazer uma análise detalhada de como o departamento opera atualmente. Você deve se perguntar: quais são as atribuições diárias, semanais, mensais e anuais do RH; como são realizados os processos (por meio de planilhas, documentos em Word, softwares ou outras ferramentas); e quanto tempo as atividades consomem de cada profissional.

Lembra que mencionamos o descontentamento dos funcionários de RH abarrotados de atividades administrativas e burocráticas que pouco (ou nada) enriquecem a gestão de pessoas? Então, essa é uma das principais questões que a análise vai levantar.

Se quiser iniciar o processo de tornar o RH da sua empresa mais legal começando já, temos uma boa notícia: você pode passar por uma consultoria gratuita de Departamento Pessoal com um de nossos especialistas. Na conversa com o consultor, ele vai te ajudar a responder perguntas como as que foram listadas anteriormente e, baseado nas respostas, irá propor um plano de ação.

 

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Sobre o autor

Luca Venturini

Analista de Marketing do Convenia.

Formado em Administração de Empresas pela ESPM de São Paulo em 2014, encontrou no Inbound uma oportunidade de unir duas de suas paixões: marketing e escrever.