Saiba como calcular férias em dobro e quais são os aspectos que a empresa deve levar em conta na hora de fazer cálculo

Conforme explorado em artigos anteriormente publicados no Blog Convenia, há algumas ocasiões específicas – em que uma empresa deixa de cumprir com os direitos de seus funcionários – que exigem o pagamento das férias em dobro ao colaborador. Mas, além de saber que tipo de situação implica essa exigência, quem cuida da gestão de uma empresa também deve saber como calcular o montante desse pagamento.

Pensando nisso, elaboramos um guia simples e prático para que os empreendedores não tenham surpresas na hora de cumprir com todos os direitos referentes ao período de férias de um funcionário – evitando a exigência do pagamento das férias em dobro. É preciso saber, primeiramente, que os 12 meses subsequentes ao ano completo de trabalho de um colaborador é o período certo para que ele desfrute desse direito.

Dito isso, fica estabelecido que o pagamento ou o desfrute dos 30 dias de férias do empregado deve ocorrer dentro desses 12 meses, caso contrário: é exigido o pagamento dobrado do benefício. Vale citar que, embora o empregado tenha direito ao pagamento monetário dobrados das férias; ele não tem direito a um período maior de descanso em função de atrasos nos pagamentos. No entanto, o adicional de 1/3 referente ao período também deve ser dobrado nesse pagamento.

O exemplo a seguir esclarece a forma correta de definir o valor do pagamento das férias em dobro, considerando 12 meses de atuação do empregado na empresa:

  • Valor bruto das férias = Salário bruto x Adicional de 1/3 do salário
  • Valor das férias líquidas = Valor bruto das férias – Deduções de INSS* e IRRF*
    (*A porcentagem da dedução varia de acordo com o valor bruto do salário)
  • Valor das férias em dobro = 2 x Valor das férias líquidas

Imagem: reprodução

Gestão e cálculo de férias com abono pecuniário

Sobre o autor

Equipe Convenia