Contratar o plano de saúde ideal para seus funcionários não é das tarefas mais fáceis. O benefício está entre os mais solicitados pelos funcionários e, em função da péssima situação do sistema público de saúde brasileiro, se tornou quase que um item básico do pacote de benefícios das empresas. Ou seja, provavelmente seu concorrente já oferece plano de saúde para os colaboradores.

Porém, algumas características podem deixar você inseguro ao cotar e contratar este benefício:

  • Alto custo – muitas vezes, plano de saúde vai se tornar a linha de custo mais cara para a empresa;
  • Complexidade – são muitos detalhes e características para analisar durante a escolha do plano que você nunca pensou que existiam;
  • Longo prazo – após você oferecer plano de saúde, não poderá mais retroceder e deixar de oferecer correndo o risco de desmotivar o time (e benefício adquirido tem proteção na lei trabalhista brasileira)

Neste artigo vamos quebrar o problema e orientá-lo passo-a-passo nos principais itens para tomar esta decisão na escolha do melhor plano de saúde para seus funcionários, de maneira que não gere um problema para você no futuro.

Passo 1 – Quem será o operador?

Aqui no blog já tratamos sobre as diferenças entre os diversos operadores de planos de saúde no Brasil (veja artigo neste link). É preciso entender bem as diferenças entre: cooperativas, assistências médicas e seguradoras para conseguir definir qual é a melhor para a sua empresa.

Ao escolher o operador, leve em consideração alguns fatores importantes:

  • A empresa tem alguma restrição na ANS (agência reguladora de planos de saúde)?
  • O operador é idôneo e parte de um grande grupo empresarial ou há um risco corporativo?
  • Como é a presença do operador escolhido por você na sua região? É forte? Está presente há bastante tempo?

Passo 2 – Rede referenciada

Este é um dos itens mais importantes de escolha e que mais afetarão o preço do plano de saúde para a sua empresa. Basicamente, é preciso saber quais hospitais os seus funcionários poderão frequentar.

Alguns pontos para ficar atento:

  • É imprescindível ter os melhores hospitais na rede? (em SP, por exemplo, Einstein e Sírio Libanês)
  • Há rede referenciada perto da sua empresa ou de onde os funcionário residem?
  • A rede referenciada do plano escolhido muda com frequência ou não haverão muitas surpresas? (lembrando que se houver o descredenciamento de um hospital da rede, o operador é obrigado a credenciar outro hospital na mesma região – pode não ser a mesma qualidade de serviço)

Passo 3 – Nível de reembolso

Não importa o tamanho da rede, seus funcionários poderão querer ir no seu médico de confiança e este médico pode não estar na rede credenciada. Como fazer? Contrate um plano de saúde que permita reembolso de atendimento.

Neste caso, as seguradoras terão melhores condições e menores burocracias para seus funcionários.

Observe os seguintes itens:

  • Como é o processo de reembolso? É fácil ou burocrático?
  • Qual é o valor do reembolso do plano? Este valor é coerente com o valor de uma consulta ou procedimento médico na sua região? (não deixe que seja nem maior nem menor que o valor médio)

Passo 4 – Coparticipação ou não?

Coparticipação em planos de saúde nada mais é do que cobrar do seu funcionário um valor (quase simbólico) para cada procedimento que ele for fazer utilizando o plano.

Por um lado, isso traz uma consciência maior dos funcionários em relação à utilização do plano, ou seja, eles não usarão o plano “sem precisar”. Por outro lado, isso vai acarretar ao seu RH um processo operacional maior: você receberá a fatura de coparticipação da operadora do plano e precisará descontar este valor na folha de pagamento do funcionário.

Ao optar por um plano com coparticipação, a mensalidade será menor.

Passo 5 – O plano será compulsório ou não?

Plano compulsório envolve todas as pessoas da empresa (exceto àquelas que já tem plano de saúde contratado, mediante a apresentação do boleto comprovando pagamento deste plano). Se você optar por fazer um plano compulsório, o valor individual será menor mas todos na empresa deverão ter o benefício.

O racional para o plano compulsório ser mais barato é porque, teoricamente, se for opcional, apenas as pessoas de maior risco de saúde receberão o benefício, tornando a utilização maior e, consequentemente, mais caro para a operadora.

Não deixe que apenas o preço seja um fator de decisão na sua escolha. Siga estes passos e garanta o plano de saúde ideal para seus funcionários.

Matriz de Avaliação de Benefícios
rhConvenia

 

Sobre o autor

Marcelo Furtado

Cofundador do Convenia, empresa de tecnologia para a área de recursos humanos de pequenas e médias empresas. É responsável pela criação e execução da estratégia de inbound marketing da empresa que já atraiu mais de 15.000 leads. Formado em Administração de Empresas, com pós-graduação em Engenharia Financeira pela Poli-USP, Marcelo iniciou sua carreira na área de vendas da Pepsico. Logo em seguida iniciou uma trajetória em gestão de Hedge Funds internacionais, tendo trabalhado na Carval Investors e Financial Investimentos. Marcelo também é professor de Inbound Marketing na ESPM.