Pesquisa com a participação de 15 países encaixa o Brasil na penúltima colocação do ranking de competitividade

Competitividade

Uma série de pesquisas têm avaliado o desempenho do mercado de trabalho brasileiro ao longo dos últimos meses e, enquanto os resultados de tais estudos começam a ser revelados, o Brasil se encaixa em posições cada vez menos promissoras (como foi mostrado na medição da produtividade das empresas nacionais em relação aos seus concorrentes, divulgada na última semana). Elaborado pela CNI – Confederação Nacional da indústria, o estudo Competitividade Brasil 2013 é mais uma que aponta para um cenário triste.

Revelando que as as empresas brasileiras ganham, apenas, da Argentina no quesito competitividade; a pesquisa coloca o Brasil na penúltima colocação do ranking, que levou em consideração um conjunto de 15 países com características sócio-econômicas e posicionamento internacional semelhantes.

No estudo, oito fatores específicos foram considerados para definir os níveis de competitividade dos países participantes, conforme exposto abaixo (juntamente com as colocações do Brasil em cada quesito):

  • Peso de tributos (14º lugar)
  • Disponibilidade e custo de capital (14º lugar)
  • Infraestrutura e logística (13º lugar)
  • Ambiente microeconômico (13º lugar)
  • Educação (9º lugar)
  • Disponibilidade e custo de mão-de-obra (7º lugar)
  • Ambiente macroeconômico (10º lugar)
  • Tecnologia e inovação (8º lugar)

Embora os resultados mostrem que o País subiu em algumas posições específicas desde a medição de competitividade realizada em 2012 – como ‘ambiente macroeconômico’ e ‘disponibilidade e custo de capital’; que subiram, da última para a décima posição e da última para a penúltima colocação, respectivamente, no último ano – também há fatores em que o Brasil perdeu posições ao longo deste período, como ‘infraestrutura e logística’, ‘disponibilidade e custo de mão-de-obra’ e ‘tecnologia e inovação’.

De acordo com a CNI – responsável pela elaboração do estudo – é necessário que seja feita uma estratégia específica para lidar com tais questões e avançar algumas posições no próximo ano, onde haja uma estrutura definida de metas e objetivos que seja constantemente medida e acompanhada.

Os 15 países avaliados nesta edição do estudo foram, além do Brasil, África do Sul, Austrália, Argentina, Chile, China, Canadá, Espanha, Coreia do Sul, Colômbia, Índia, México, Rússia, Polônia e Turquia.

Imagem: reprodução

 

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Equipe Convenia

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