Plano de Saúde Empresarial – Guia Definitivo

Guia Plano de Saúde Convenia (1)

Contratar um plano de saúde empresarial para seus funcionários pode não ser a tarefa mais simples do mundo. Na verdade, a complexidade do setor, as regras da ANS (Agência Nacional de Saúde), altos custos envolvidos, torna este processo complexo. As empresas do setor (operadoras e seguradoras) também não ajudam muito, portanto, você empresário ou gestor de pessoas fica completamente perdido quando vai contratar ou renegociar as condições do seu benefício.

O Convenia criou este material com o objetivo de simplificar a sua tomada de decisão e garantir que você saiba os principais pontos para não fechar um contrato ruim.

De olho no custo

É muito possível que o plano de saúde empresarial seja o benefício mais caro oferecido pela sua empresa. Muito mais do que isso, é possível que este seja a maior linha de custo do seu negócio, logo após a folha de pagamento. Por isso, fique atento a cada item discutido abaixo. Eles podem impactar seu contrato com a operadora em dois momentos: custo de contratação e reajustes anuais.

Ambos podem tornar o benefício insustentável. Se você tiver alguma dúvida ou quiser auxílio do nosso time de especialistas, não deixe de entrar em contato através deste formulário.

Como contratar um plano de saúde empresarial – item a item

Para ajudá-lo na tomada de decisão, vamos explorar cada um dos principais itens que você precisará decidir durante a contratação.

plano de saúde empresarial

Mapa mental para a contratação de plano de saúde empresarial

1. Modalidade de Inclusão

Você pode optar por dois tipos de inclusão de vidas em seu convênio médico contratado através de plano de saúde empresarial: compulsório ou opcional. Veja a diferença de ambos abaixo.


Compulsório – Neste método você é obrigado a incluir TODOS os seus colaboradores no plano de saúde. Você poderá excluir apenas àqueles que já tiverem plano de saúde contratado individualmente. Ou seja, se um funcionário já tiver plano de saúde (da mesma operadora ou não), você poderá excluí-lo do seu convênio compulsório – justificando na implantação com a carteirinha e boleto de pagamento do plano individual do colaborador.

Vantagem para a sua empresa: Esta modalidade, o valor é cerca de 15% menor do que na modalidade opcional.

Opcional – Nesta modalidade você poderá escolher quais colaboradores entrarão no plano de saúde empresarial contratado pela sua empresa. Desta forma, você poderá direcionar para que apenas a partir de determinado cargo da empresa ou mesmo quem desejar ter o plano de saúde como benefício corporativo.

Vantagem para a sua empresa: Você poderá optar por grupos de indivíduos que terão direito ao benefício.

2. Coberturas

Um item bastante importante na contratação do plano é a cobertura do convênio médico, ou seja, quais procedimentos médicos o seu colaborador terá direito de uso. Por mais que os operadores gostem de complicar com nomes estranhos, você pode avaliar a cobertura da seguinte forma:


 

Procedimentos médicos-

Os procedimentos médicos cobertos por nível de plano, normalmente são:

  • Planos mais caros
    • Consultas
    • Exames
    • Fisioterapias
    • Transplantes
    • Laqueadura, DIU e vasectomia
    • Acupuntura
    • Quimioterapia
    • Nutricionista
    • Psicologia
    • Radioterapia
    • Cirurgia de miopia
    • + tudo que o plano básico (abaixo) cobre
  • Planos mais básicos, também chamados de hospitalar
    • Parto
    • Atendimento obstétrico
    • Internações clínicas e cirurgias
    • Emergência e Urgência
    • Cirurgia de redução de estomago
    • Exames laboratoriais – controle de evolução de doença

Resumindo, os planos mais básicos (chamados de hospitalares) vão dar direito aos seus colaboradores apenas se eles precisarem de algo mais sério, normalmente, casos de urgência e emergência ou procedimentos que se faz em hospital.

Os planos mais caros darão direito a consultas de rotinas e outros procedimentos que são até mais utilizados na rotina diária do funcionário comum.

3. Contributário ou não

Este é um item que pode ter um impacto muito relevante no custo do seu plano de saúde empresarial e que muitas vezes, por desconhecimento, passa despercebido pelos gestores. Não se preocupe, você vai entender tudo para escolher este item corretamente.

Você tem a opção de duas formas de contratação:

Contributário – Neste modelo, o seu colaborador vai contribuir com qualquer valor (descontado em folha) com o plano de saúde. Por exemplo, um plano que custe R$ 150/mês sendo que a empresa pagará os R$ 150 para a operadora mas debitará do funcionário R$ 50 na folha de pagamento.

Vantagem para a empresa: Ela paga um valor menor do plano de saúde, já que divide com o colaborador e ainda garante que eles façam um uso mais responsável do plano já que pagarão eventuais correções futuras.

Desvantagem para a empresa: Note que, neste caso, o demitido/aposentado tem o direito de seguir com o plano de saúde da empresa após o desligamento. Isso pode afetar entre outras coisas: i. o custo do plano (no caso de aposentados que tem um valor maior pela idade); ii. alteração de plano, já que a nova operadora pode vir a negar o plano em caso de uma carteira com muitos idosos.

Não contributário – Neste modelo a empresa paga 100% do valor do plano de saúde do funcionário, ou seja, não desconta absolutamente nenhum real do colaborador.

Vantagem para a empresa: A rotina do RH é muito mais simplificada, já que não há necessidade de descontar em folha nada e a principal vantagem é o fato de neste cenário em caso de demissão ou aposentadoria do colaborador ele não terá direito a levar o convênio médico com ele.  Isso é uma vantagem pois algumas seguradoras, após o desligamento do colaborador, continuam cobrando da empresa por até 24 meses após a saída e a empresa tem que cobrar do colaborador desligado. Se o colaborador não paga, quem arca com o custo integral acaba sendo a empresa.

4. Reembolso

Este é um item relativamente fácil de se avaliar. O reembolso é o valor recebido pelo funcionário para cada procedimento que ele fizer fora da rede credenciada do plano. Ou seja, imagine que seu funcionário vá em um médico que não aceite o seu convênio. Ele vai pagar o valor da consulta integral e depois vai solicitar o reembolso para a seguradora.

Mas você deve estar se perguntando: Qual é o valor do reembolso?

É justamente este ponto que você poderá alterar na sua contratação. Quanto maior o reembolso, mais caro será a mensalidade. É importante você ponderar o tamanho da rede de cobertura escolhida com o tamanho do reembolso. Quanto maior a rede, teoricamente, menor a necessidade de reembolso.

Quanto maior o reembolso do plano, melhor será o atendimento do colaborador, já que ele ficará livre para escolher o médico que lhe convém.

É importante ressaltar que cada vez há menos médicos de primeira linha credenciados em planos de saúde. Por isso, se você quer oferecer algo top para seus funcionários, privilegie planos com reembolso maior.

5. Coparticipação

Muitas vezes este item é confundido com ser contributário ou não. Coparticipação não tem nada a ver com seu colaborador pagar uma parte do plano ou não.

Coparticipação é um item que faz com que os segurados (seus colaboradores, no caso) sejam cobrados a cada procedimento que forem fazer. O valor é baixo (cerca de 5% do valor do procedimento) mas torna o uso do convênio médico MUITO mais responsável.

Sabe aqueles funcionários que vão ao médico para pegar atestado? Será que eles iriam se tivessem que pagar R$ 20,00 no final do mês do próprio bolso? Pois é, esta é a vantagem da coparticipação. Além de tornar o plano 10% – 15% mais barato para a companhia.

Note que a operadora lhe passará um relatório mensal de coparticipação e você será responsável por cobrar e descontar de cada colaborador. Ela não fará essa cobrança diretamente.

6. Rede de cobertura

A rede de cobertura é normalmente o item mais visto e mais comum nas avaliações de plano de saúde empresarial. Ele indica quais hospitais e laboratórios o seu funcionário poderá ir em caso de necessidade.

Cada plano tem a sua rede, mas normalmente há 3 grandes categorias em todas elas:

  • Planos mais caros e mais top
    • Hospital Albert Einstein e Hospital Sírio LIbanês em SP-Capital
    • Laboratório Fleury
    • + todos os outros planos
  • Planos intermediários, incluem outros hospitais de qualidade, como:
    • Pró-Matre
    • Santa Joana
    • Beneficência Portuguesa
    • 9 de Julho
  • Planos mais básicos/baratos
    • Hospitais regionais

Há a opção de contratação de planos NACIONAIS ou REGIONAIS. O que isso significa: se você contrata um plano REGIONAL – que é significativamente mais barato – o seu funcionário só poderá ser atendido na área de cobertura contratada ( por exemplo, em São Paulo, capital). Se ele estiver em viagem para o Nordeste e tiver uma necessidade lá, o plano não cobrirá nada. A diferença de preço não é grande, portanto, dê preferência para planos nacionais.

7. Carência

Este é um item muito relevante ao se contratar um plano de saúde empresarial: qual é a carência, ou seja, qual é o período de tempo que seus funcionários NÃO estarão cobertos a partir da contratação.

Pela ANS (Agência Nacional de Saúde) as carências MÁXIMAS permitidas são:

  • Urgência e emergência: 24 horas.
  • Consultas e exames simples que não necessitam de autorização prévia: 180 dias.
  • Fisioterapia, exceto nos casos de acidente pessoal: 180 dias.
  • Parto a termo: 300 dias.
  • Demais casos: 180 dias.

Procure por planos médicos que tenham os menores períodos de carência possível. Assim, se um funcionário quiser utilizar o plano logo após a contratação ele poderá.

8. Formação do Preço

 

Pouca gente sabe, mas é possível você escolher como o preço do seu plano de saúde é formado, tendo duas opções: por faixa etária ou por custo médio. Saiba diferenciar:

Por faixa etária- Como o próprio nome diz, ele é feito com base na faixa etária de cada uma das vidas que o plano cobre. A somatória destes valores compõe o valor do seu plano. Ou seja, quanto mais idosos estiverem no grupo, mais caro ficará o plano.

Vantagem para a empresa: se o seu plano é contributário, ou seja, se o funcionário paga uma parte do plano, este preço será o mais “justo” possível, já que pessoas mais novas pagarão menos.

Por custo médio- Este método é disponível apenas para alguns tipos de plano. Nesta forma de precificação, calcula-se uma média ponderada de toda a massa e a partir disso TODOS do grupo terão o mesmo preço individual.

Vantagem para a empresa: se os seus funcionários orbitam, na média, uma mesma faixa etária, vale a pena simplificar e ter o mesmo custo para todos.

Convenia - Consultor de Benefícios