Enquanto a licença maternidade segue em foco, a licença paternidade passa a ganhar novos moldes no mercado de trabalho brasileiro

licença paternidadeEnquanto mães recentes seguem lutando por direitos melhores no período pós-maternidade, os homens profissionais começam a ter um cenário melhor no Brasil no que se refere à licença paternidade. Adotada na maioria das empresas em um modelo onde o profissional tem direito a 15 dias livres, essa licença vem sendo extendida em algumas empresas do País, apontando para uma nova tendência de mercado.

Segundo publicação da editora Globo, duas das empresas que seguem essa nova tendência são a Google Brasil e a Souza, Schneider, Pugliese e Sztokfisz (escritório de advocacia que conta com sedes em Brasília e em São Paulo). Pioneiras nesse molde, ambas as empresas aumentaram o período da licença paternidade para 30 dias como benefício corporativo aos seus funcionários.

Junto com isso, a Souza, Schneider, Pugliese e Sztokfisz também aumentou o período de licença maternidade de suas funcionárias, que passou de 120 para 180 dias.

Permitindo que os profissionais do sexo masculino também possam aproveitar um período maior ao lado de seus filhos recém-nascidos, estas empresas, além de oferecerem um benefício extremamente valorizado; também contribuem para um equilíbrio maior entre vida profissional e pessoal – atingindo sucesso ao prover para seus colaboradores um dos maiores desejos do mercado corporativo atual.

Garantido pela Constituição de 1988, este benefício dos pais conta, hoje, com cerca de dez projetos de lei no Congresso Nacional – buscando uma extensão do período de 15 dias adotato atualmente. Enquanto, no Brasil, o cenário começa a mudar agora, ainda há outros países em que a licença paternidade nem mesmo existe – assim como outros em que esse período ultrapassa, até mesmo, o tempo oferecido como benefício para as mulheres no Brasil.

Confira, a seguir, os números da licença paternidade em outros países:

• Estados Unidos: Não há

• Argentina: 2 dias

• Alemanha: 14 semanas

• França: 16 semanas

• Noruega: 46 semanas

• Itália: 52 semanas

Imagem:reprodução

Auto-avaliação Departamento Pessoal

Sobre o autor

Marcelo Furtado

Co-fundador e CEO do Convenia.

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