Crescimento do trabalho formal no Brasil é maior que 10% nos últimos dez anos, de acordo com o IBGE

Trabalho formal

De acordo com um estudo realizado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgado durante a última semana, o trabalho formal cresceu mais de 10% no Brasil entre 2002 e 2012. Destacando um resultado de melhora considerável no mercado de trabalho do País ao longo da última década, a pesquisa aponta uma redução significativa no nível de desemprego dos profissionais brasileiros, que têm, hoje, 56,4% de seus representantes com carteiras assinadas.

A informação chega para reforçar uma tendência que já era apontada por outros estudos – como o que indica uma redução considerável do interesse do profissional por trabalhos temporários no Brasil; já que, com o aumento do trabalho formal e a diminuição da inadimplência, os trabalhadores passaram a optar por esperar uma oportunidade de carteira assinada ao invés de se comprometer com funções instáveis.

Segundo os dados apresentados pela Rais de 2012 – Relação Anual de Informações Sociais, do Ministério do Trabalho e Emprego; o número de empregos formais no Brasil somou 47,46 milhões no ano passado, sendo que o nível de desemprego passou de um pico de 13% em 2002 para 5,4% em 2012.

Junto com isso, caiu, também o número de trabalhadores por conta própria (de 22,8% em 2002 para 20,9% em 2012); enquanto o nível de renda real registrou um aumento de 27,1% – passando de uma média de R$1.151 para R$ 1.469 por trabalhador.

Embora os resustados positivos sejam animadores, a desigualdade segue como um ponto presente e nocivo no mercado brasileiro. Enquanto, no Sudeste, os trabalhadores com empregos formais e carteira assinada somam 66,9%; nas regiões Nordeste e Norte essa proporção é de 38,6% e 38,7%, respectivamente.

Imagem: reprodução

 

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Equipe Convenia

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