Reajuste salarial na folha de pagamento: Entenda o impacto para seu negócio

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Se encontrar os melhores profissionais não tem sido uma tarefa fácil, mantê-los pode ser mais complicado do que se imagina, especialmente porque fatores como as condições de trabalho, benefícios oferecidos e salários atraentes têm um peso muito grande na decisão dessas pessoas. Por isso, bons profissionais estão ficando cada vez mais escassos.

Dessa forma, a capacidade de proporcionar um reconhecimento sobre as funções dos colaboradores aliado ao crescimento salarial é uma estratégia imprescindível no planejamento da empresa.

Além disso, é fundamental ressaltar a importância desse quesito no plano de gestão de uma organização, pois esse tipo de investimento pode impactar significativamente a folha de pagamento, por exemplo.

Para entender mais sobre como funciona a correção do salário, continue sua leitura para ver qual o impacto do reajuste salarial anual na sua folha de pagamentos e descobrir a importância de se planejar para reduzir esse efeito no rendimento do seu negócio. Confira!

Veja como funciona o reajuste salarial na folha de pagamento

O reajuste salarial anual é um direito de todo trabalhador, garantido pela Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), que obriga empresas e sindicatos profissionais a firmar acordo em favor dos empregados, no que concerne ao aumento salarial em função da inflação e outros fatores econômicos. Ou seja, o seu objetivo é se manter atualizado de modo a não comprometer o trabalhador.

Essa obrigatoriedade, da qual as empresas precisam estar cientes, está amparada na seção de convenções coletivas do trabalho, que dispõe em seu artigo 611: “Convenção Coletiva de Trabalho é o acordo de caráter normativo, pelo qual dois ou mais Sindicatos representativos de categorias econômicas e profissionais estipulam condições de trabalho aplicáveis, no âmbito das respectivas representações, às relações individuais de trabalho”.

Para que essa exigência seja cumprida, foi criado o período conhecido como data-base. Essa fase nada mais é que a época em que empresas e sindicatos de todas as categorias se reúnem para discutir sobre todos os termos dos contratos coletivos de trabalho, inclusive as revisões de salário.

Essa data deve ser sempre no dia 1º do mês agendado em acordo — que pode variar de acordo com cada categoria. Ainda, a base para a correção do salário para o ano de 2018 levou em consideração a soma do Produto Interno Bruto (PIB) de 2016 com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor de 2017.

Ademais, diante do fato de não haver um limite compulsório de reajuste — ou seja, não existe um percentual mínimo ou máximo para estabelecer o aumento salarial —, esse aspecto fica a cargo do resultado das negociações entre as partes envolvidas. No entanto, o valor definido precisa ser retroativo à data do acordo, mesmo tendo a sua homologação sido feita posteriormente.

Para calcular o custo dessa alteração salarial, é muito simples. Basta considerar o último salário do empregado e aplicar a ele o percentual de reajuste definido coletivamente. Assim, se o aumento salarial for de 3,5%, por exemplo, funcionários que recebiam R$ 1.500,00 no mês anterior passaram a ganhar R$ 1.552,50 (1.500 + 3,5%).

Entenda a importância desse aumento em um plano orçamentário

O planejamento orçamentário é uma estratégia indispensável na gestão de um negócio. Com esse estudo aprofundado, é possível observar diversos indicadores importantes, que atuam diretamente no atingimento das metas organizacionais.

Seja para analisar os desempenhos alcançados em um período ou ainda estipular os investimentos, essa atividade é crucial no comando de uma empresa.

Quando o assunto é aumento salarial, um dos aspectos mais importantes nesse estudo financeiro é, sem dúvida as estimativas de gasto com a folha de pagamento.

Manter todas as contas da empresa em equilíbrio e preservar os acordos firmados é um ponto que demanda muita concentração dos gestores quanto ao impacto do reajuste salarial, que incide diretamente na lista de remuneração da empresa.

Nesse sentido, é preciso fazer uma provisão dos recursos financeiros especificamente para esse fim, estabelecendo um fundo de reservas. Para isso, é possível utilizar os valores de crescimento salarial dos últimos anos para estabelecer uma média precisa, prevendo mais acertadamente o custo com o reajuste.

Os acordos coletivos têm duração de um ano, e as reservas para a folha de pagamento devem respeitar esse período.

Aprenda a planejá-lo sem impactar os rendimentos da empresa

Para organizar o planejamento orçamentário de modo a reduzir o impacto do reajuste salarial, é preciso, em primeiro lugar, reavaliar as metas da empresa e buscar por novos padrões de desempenho, a fim de reduzir as ineficiências e melhorar os resultados da empresa. Portanto, implantar um sistema organizacional como meio de melhorar os processos e diminuir os custos é fundamental para reduzir os efeitos do reajuste.

A utilização de dados reais para traçar metas factíveis promove uma possibilidade eficaz na busca por um meio de contornar as influências de decisões coletivas com funcionários, mas também para superar as oscilações do mercado, bem como os períodos de baixas no faturamento da empresa. Afinal, todos esses fatores podem influenciar diretamente o cotidiano dos funcionários.

Controle financeiro

Por fim, o uso do planejamento orçamentário deve ser visto como uma ferramenta poderosa no controle das finanças de uma empresa. A capacidade de tomar decisões importantes, responsáveis e pertinentes é essencial, especialmente diante do mercado competitivo e dinâmico que estamos vivenciando.

Além disso, a organização do controle financeiro reúne todos os procedimentos operacionais, de modo a conduzir a organização aos seus objetivos estabelecidos, especialmente no que concerne a otimização dos seus recursos. Assim, planejá-lo de forma eficiente é uma maneira de evitar consequências mais graves no decorrer das atividades da empresa.

Concluindo, o reajuste salarial foi estabelecido para suprir os prejuízos acumulados por causa da inflação. Ele é vital para que os trabalhadores tenham um ganho que seja superior à alta dos preços relacionados a produtos e serviços necessários em seu cotidiano, que atingem diretamente o seu bolso, independentemente do impacto do reajuste salarial para as empresas.

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