Novo perfil do trabalhador: características do profissional atual

Novo perfil do trabalhador: características do profissional atual

Tempo de leitura: 7 minutos

O perfil do profissional atual mudou, e esse é um dos indícios de uma nova realidade que se instala no mercado em todo o mundo. Os profissionais estão desenvolvendo novas formas, rápidas e eficientes, de adaptação e captação: uma necessidade para evitar a perda de posições na evolução do seu planejamento de carreira.

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Conhecer o novo perfil do trabalhador é de extrema importância para o setor de Recursos Humanos, pois é a partir dele que são definidas as estratégias da área. Essa informação é aplicada nos processos de atração e seleção, bem como no plano de ação do Employer Branding do negócio, por exemplo.

Para entender as mudanças que estão acontecendo no mercado profissional, é importante olhar para a história e analisar a evolução do trabalho. Confira abaixo e boa leitura!

Entenda o olhar histórico do perfil do trabalhador

O elo do trabalho com o homem faz parte da história humana. Ele é uma consequência da otimização das ferramentas com o surgimento das relações de poder. A evolução do ser humano está estritamente ligada ao trabalho: o aperfeiçoamento das ferramentas permitiu uma melhoria nas condições de sobrevivência, bem como possibilitou o excedente produtivo. Com isso, surgiu a economia primitiva, fundamentada na troca de bens de consumo.

Ao longo dos séculos, as relações econômicas de trabalho passaram por diversas “eras” e, ainda, estão em transformações constantes. Hoje, o modo de produção capitalista vigora em praticamente todos os mercados do mundo e passa por transformações frequentes. Esse modelo econômico surgiu no século XV, a partir das modificações dos modos de produção. Até hoje o capitalismo é marcado por três fases:

  • mercantil: quando a moeda substituiu o escambo. A produção de manufaturas e o colonialismo eram seu carro-chefe;
  • industrial: desenvolveu-se em meados do século XVIII e é o produto do aperfeiçoamento de tecnologias, reforçado pela Revolução Industrial;
  • financeiro: é o modelo atual, além de ser recente do ponto de vista histórico.

O Capitalismo Financeiro

No seu modelo industrial, com o surgimento das grandes fábricas, as relações de trabalho se davam de forma “agressiva”. O trabalhador fazia longas jornadas de expediente, com condições de trabalho desumanas, recebendo valores não correspondentes ao seu empenho e, muitas vezes, sem nenhum equipamento que garantisse a sua segurança no trabalho. Nessa época surgiram os primeiros movimentos sindicais, resultantes da busca por melhores ambientes de trabalho.

O industrialismo foi um período transitório para o modelo que temos hoje: o capitalismo financeiro. No início do século XX, as mudanças nessas relações passaram a ser sentidas. No entanto, foi na transferência do chão de fábrica para os escritórios que foram identificadas maiores ganhos de qualidade nas relações trabalhistas.

A Teoria das Relações Humanas, de Elton Mayo, em meados da década de 1930, possibilitou um grande avanço no mercado de trabalho. A Grande Crise, desencadeada em 1929, foi a responsável pela origem dessa teoria. Agora, o homem é analisado de forma mais complexa. É nesse momento que o conceito de Recursos Humanos passa a ser aplicado nas empresas. Claro que ele está em constante desenvolvimento, correspondendo às mudanças sociais.

O surgimento do profissional de hoje

Foi em meados dos anos 60 que a evolução do perfil profissional começou a surgir, com a geração batizada de Baby Boomers. Nascida no período após a Segunda Guerra Mundial, essa população ingressou no mercado de trabalho tendo regras claras e a estabilidade como características mais marcantes. Foi o início do novo perfil do trabalhador.

Nessa época, ter um emprego estável era sinônimo de sucesso e, principalmente, de status. Funcionários da geração do Baby Boom tinham os escritórios como seu único ambiente de trabalho, exercendo tarefas específicas e individuais que tinham hora para começar e acabar.

Escolher uma profissão era basicamente decidir o que você exerceria por toda a vida. Havia o senso de estabilidade financeira, mas não o de flexibilidade e inovação. A centralização da função profissional garantiria uma carreira longa e uma série de recompensas ao longo do tempo.

Conheça as mudanças no perfil do trabalhador

Na década de 1980, o mercado de trabalho mundial sofreu modificações com a chegada da chamada geração X, trazendo consigo revoluções estruturais e funcionais de empresas e ampla visão de empregados no que diz respeito ao sucesso profissional. Um novo perfil do trabalhador, literalmente falando.

Competitividade, confiança e busca por independência foram fatores que cresceram entre os trabalhadores dessa geração. Consequentemente, a relação entre esforço e recompensa sofreu modificações, tornando a combinação de riqueza e jovialidade a nova tradução para o sucesso.

A busca constante por melhores oportunidades tornou-se comum, e a experiência perdeu relativamente a sua importância, dando lugar a ideias lucrativas, que poderiam levar seus criadores às altas posições em uma empresa de modo quase que instantâneo. Atualmente, os conceitos e os valores em destaque são a inovação e a adaptabilidade.

Saiba como é o novo perfil do trabalhador atual

Hoje, estamos vivenciando um cenário no qual a alta rotatividade de colaboradores ocorre em muitos setores. Além disso, a mão de obra qualificada e os profissionais capacitados são cada vez mais valorizados. Os profissionais tornaram-se mais criteriosos quanto às suas motivações para o trabalho.

O novo perfil do trabalhador é focado em recompensas e equilíbrio com a vida pessoal. Em contrapartida, as organizações estão mais exigentes ao contratar funcionários. Tudo isso é resultado da evolução da gestão das empresas e das interações sociais. Não pense que já estamos em um modelo ideal: o capitalismo e as constantes mudanças na sociedade são, ao mesmo tempo, causa e consequência.

Características do novo perfil do trabalhador

As organizações estão investindo cada vez mais em estratégias para a gestão de pessoas. Assim, estão à procura de profissionais que tenham aderência à vaga e se encaixem no tipo do negócio. Antigamente, as empresas disputavam profissionais tendo como parâmetro somente as suas competências técnicas.

Porém, com o desenvolvimento estratégico, por meio de estudos analíticos do desempenho de grandes corporações, constatou-se que a alta performance é consequência da soma dessas habilidades com outras: as soft skills (competências comportamentais). Tendo conhecimento dessa situação, as principais características do novo perfil do trabalhador são:

  • ser graduado e especialista (como MBA e pós-graduação) na área em que atua, além de fluência em um ou mais idiomas;
  • pensar de forma estratégica, ter iniciativa, ser criativo e ter noções amplas de liderança;
  • ter experiência no segmento em que atua;
  • ter habilidade para trabalhar em equipe e ser produtivo;
  • ter boa comunicação e se esforçar para estar atualizado em sua área de atuação;
  • ter capacidade de planejamento e utilizar isso em relação à sua própria carreira.

Somos Millennials

O mercado de trabalho contemporâneo é dominado pela geração batizada de Millennials, o que traz grandes desafios e necessidades de adaptação por parte das organizações. Elas precisam investir em inovação constantemente — visões, pensamentos e posturas — para atrair e reter talentos.

O novo perfil do trabalhador é o produto dos interesses corporativos e das necessidades pessoais de cada ser humano. Desenvolver estratégias cada vez mais precisas para o gerenciamento de colaboradores é uma tendência das organizações que entendem a importância do capital humano para a alta performance.

Aperfeiçoar o Employer Branding do seu negócio deve ser uma premissa para cativar os melhores profissionais do mercado. Afinal, os benefícios que uma empresa oferece são seus diferenciais competitivos. Baixe o nosso Guia do Clube de Vantagens e faça uma gestão estratégica de pessoas!

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