Reconhecimento por bônus financeiro nem sempre é melhor opção

Imprescindível no mercado de trabalho atual, o reconhecimento de funcionários nem sempre tem tanto valor quando realizado por meio de bônus financeiros

O reconhecimento é uReconhecimentom tema recorrente no mundo de quem atua no setor de recursos humanos e, cada vez mais importante para reter talentos no mercado empresarial dos dias atuais, necessita de muita atenção na hora de sua realização, garantindo que a valorização de colaboradores seja realmente entendida e não somente premiada.

Boa parte das empresas de todo o mundo tem as bonificações financeiras como principal método de reconhecimento no universo corporativo, no entanto, premiar funcionários com valores pode levar colaboradores a crer que os seus esforços tem, de fato, um valor mensurável: algo que pode não funcionar muito bem para que um talento se sinta devidamente apreciado.

Elogios feito dentro de um contexto específico – destacando o valor da atuação de um membro ou grupo em especial como parte de um propósito maior – podem funcionar como um tipo de reconhecimento que ultrapassa grandes quantias de dinheiro, evitando uma satisfação momentânea e pontual para criar um sentimento maior de ligação entre funcionário e trabalho.

É especialmente importante que líderes estejam constantemente ligados no que acontece ao longo da realização das tarefas dos grupos que gerencia, já que poucas ações funcionam tão bem para que um colaborador se sinta reconhecido como receber elogios no momento exato em que demonstra um esforço maior, demonstrando empenho na busca de fazer de modo exemplar um determinado serviço.

Mostrar aos funcionários de conduta de destaque que seus superiores e colegas de trabalho também o reconhecem pela atuação é de bons pontos para que se sintam devidamente valorizados, e definir métodos e ações de reconhecimento (monetários ou não) que sigam de acordo com o nível de empenho demonstrado por um talento também é fundamental, estabelecendo diferentes níveis de reconhecimento e bonificação para os variados níveis de desempenho.

Imagem: reprodução

Marcelo Furtado

Marcelo Furtado é administrador de empresas com pós-graduação em engenharia financeira pela Poli-USP. Iniciou sua carreira na Pepsico e posteriormente trabalhou 8 anos com gestão de ativos em hedge funds. É cofundador da Convenia, primeiro software na nuvem de gestão de departamento pessoal voltado para pequenas e médias empresas no Brasil. Marcelo também atua como professor de Marketing Digital na ESPM-SP e mentor na ACE e Google Campus.

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