A contratação de trainees passa a ser reavaliada pela maioria das grandes empresas brasileiras, colocando o futuro destes novos profissionais em xeque

treineesA formação de jovens e de novos profissionais sempre teve os programas de trainees entre suas principais bases; no entanto, nos últimos dois anos, o cenário das ofertas para esse tipo de programa vem se modificando, e as grandes empresas (responsáveis por boa parte desses tipos de projeto) andam reavaliando o quanto vale a pena seguir com este modelo de treinamento específico em suas dependências.

Grandes nomes corporativos que, tradicionalmente, sempre investiram trainees – incluindo Bosch, Basf e Itaú Unibanco – andam diminuindo consideravelmente o número de candidatos para esse tipo de programa, levando em consideração uma série de questões que modificam o modo como esses treinamentos são encarados no mundo corporativo.

Enquanto a falta de mão-de-obra qualificada e a luta pelo recrutamento dos melhores talentos sempre foram presentes no ambiente empresarial, os programas de trainees seguiam em alta – possibilitando que grandes corporações pudessem qualificar novos profissionais e, automaticamente, ganhar vantagem em uma possível efetivação e permanência destes colaboradores em seus times de colaboradores.

No entanto, a baixa eficiência destes programas (pela falta de atenção em detalhes importantes) e a percepção de um exagero no número de vagas abertas para trainees vem mudando a grade de opções para os recém-formados – que se depararam com uma queda de 4,5% dessas oportunidades em 2013.

No comparativo, fica bastante clara a desaceleração – já que, enquanto esse tipo de oportunidade cresceu cerca de 70% entre 2009 e 2011; a estagnação de 2012 e a queda de 2013 no número de vagas aponta para uma fadiga generalizada por parte das empresas que costumavam oferecer as melhores chances.

A questão financeira não fica de fora dessa mutação, e ajuda para uma queda cada vez maior desse tipo de programa; tendo em vista que, enquanto a formação de um novo profissional chega a custar até 220 mil ao longo de um programa para trainees, um novo executivo pode ser contratado por até um terço deste valor.

Imagem: reprodução

Auto-avaliação Departamento Pessoal

Sobre o autor

Marcelo Furtado

Co-fundador e CEO do Convenia.

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