Os desafios da carreira feminina

Os desafios da carreira feminina

Os desafios da carreira feminina

Dados colhidos pelo IBGE apontam as principais dificuldades enfrentadas para se obter sucesso na carreira feminina

 

Enquanto estudos internacionais ainda mostram a grande disparidade entre as remunerações para homens e mulheres no mercado de trabalho (embora algumas tendências apontem para um cenário mais equilibrado no futuro), a carreira feminina ainda passa por dificuldades diversas para se estabelecer e ganhar destaque.

No entanto, engana-se quem ainda pensa que o fator salário é o único problema em uma carreira feminina, já que – de acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – na atualidade, apenas 19% das profissionais brasileiras acreditam em possibilidades boas de promoção na carreira como as dadas aos homens atuantes no mercado.

De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, conciliar vida pessoal e trabalho ainda é o principal problema enfrentado pelas mulheres no mercado de trabalho, sendo que o fator foi apontado por 45% das entrevistadas como o principal conflito que as impede de uma ascensão maior nas suas carreiras.

Entre as mulheres que ocupam cargos de alto nível hierárquico, no entanto, o cenário também é complicado; tendo em vista que, quem ocupa esse tipo de posição, ainda tem que lidar com as grandes diferenças de estilo e gênero presentes nas empresas – e este fator é tido por 41% das entrevistadas como um dos maiores fatores a superar para alcançar uma trajetória de sucesso.

Enquanto as mulheres já enfrentam tais situações de maneira constante, o fato de o mercado, como um todo, acreditar que os homens são mais propensos a promover subordinados e mais “adequados” para determinados cargos, dificulta ainda mais a evolução das carreiras femininas.

Ainda segundo os dados colhidos, 57% dos homens acreditam que as mulheres não fazem um bom marketing pessoal (culpando este fator como um dos principais vilões da carreira feminina), e 35% deles crê que as mulheres possuem qualificação e experiência menores para ocupar certas vagas – predominantemente ocupadas por homens.

Imagem: reprodução

 

Marcelo Furtado

Marcelo Furtado é administrador de empresas com pós-graduação em engenharia financeira pela Poli-USP. Iniciou sua carreira na Pepsico e posteriormente trabalhou 8 anos com gestão de ativos em hedge funds. É cofundador da Convenia, primeiro software na nuvem de gestão de departamento pessoal voltado para pequenas e médias empresas no Brasil. Marcelo também atua como professor de Marketing Digital na ESPM-SP e mentor na ACE e Google Campus.

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