Conheça o poder do job rotation para a sua empresa

Tempo de leitura: 6 minutos

Passar muito tempo na mesma função pode ser nocivo para a carreira de um profissional. Quando isso acontece, algumas das suas habilidades deixam de ser desenvolvidas, o que resulta em desperdício de potencial.

A empresa também se prejudica, pois seus colaboradores atuam de forma muito individualizada, sem entender a estratégia do negócio. No entanto, existe um jeito efetivo de evitar esses problemas: o job rotation.

Essa prática vem ganhando cada vez mais espaço no mundo corporativo. Trata-se de uma medida estruturada para fazer com que um colaborador tenha diversos tipos de experiência dentro da mesma organização. Para entender melhor o conceito, continue lendo o artigo!

O que é job rotation?

Job rotation, em inglês, significa rotação de trabalho. Nesse sistema, os colaboradores atuam em diferentes departamentos durante períodos predeterminados, para que aprendam na prática os desafios de cada setor estratégico da organização.

É um modelo muito comum em programas de trainee de multinacionais, mas pode ser aplicado em outras situações, como estágios, formação de lideranças e identificação de talentos.

Como a prática funciona?

O grande objetivo do job rotation é preparar os colaboradores para desafios futuros, desenvolvendo neles uma visão abrangente do negócio.

A duração do programa pode ser de um dia, um mês ou até seis meses. Apesar de ser mais comum em multinacionais, a prática pode ser adaptada para empresas de todos os portes e segmentos — basta avaliar as necessidades do negócio e planejar uma rotação adequada à sua realidade.

Como o foco é o aprendizado, evite incluir no ciclo departamentos desorganizados. Setores com processos bem definidos oferecem um ambiente mais adequado para o desenvolvimento do colaborador.

Quais são os prós e contras desse método?

O job rotation oferece muitas vantagens tanto para o funcionário, quanto para a empresa. No entanto, é preciso tomar certos cuidados para que a prática não gere insatisfação na equipe ou efeitos opostos aos desejados. Veja, abaixo, os principais prós e contras dessa prática corporativa.

Vantagens

Visão geral do negócio

Profissionais que fazem job rotation terminam o processo com um entendimento muito mais completo do negócio da empresa. Afinal, em vez de se dedicarem apenas a um tipo de atividade, eles aprendem os processos de diversos departamentos da organização. Isso contribui para aumentar a capacidade de planejamento e inovação do colaborador.

Capacitação profissional

O aprendizado prático do job rotation é o complemento perfeito para o conhecimento teórico oferecido por treinamentos, cursos e palestras. Com a experiência adquirida no projeto, o profissional melhora habilidades como flexibilidade, autonomia, comprometimento e espírito de equipe.

Delegar tarefas com precisão

Ao testar o funcionário em atividades diferentes, a empresa consegue identificar qual departamento é o mais alinhado com suas aptidões. Fatores como perfil comportamental e desempenho são cruciais para alocar o funcionário certo na área certa, de modo a extrair o máximo possível da sua capacidade.

Redução do turnover

O job rotation reduz a monotonia no dia a dia, evita a estagnação e tira o colaborador da zona de conforto, oferecendo a ele a oportunidade de encarar um novo desafio a cada etapa. Tudo isso contribui para manter o funcionário motivado e satisfeito por fazer parte da equipe, o que melhora a retenção de talentos e reduz a rotatividade.

Desvantagens

Resistência de alguns colaboradores

Funcionários mais conservadores podem não gostar da ideia de experimentar novas funções, por se sentirem satisfeitos em seus cargos ou não desejarem sair da zona de conforto. Por isso, a entrada no programa jamais deve ser obrigatória ou feita sem aviso prévio. Isso pode gerar uma enorme desmotivação no profissional, que certamente não aproveitará tudo o que a rotação tem a oferecer.

Tempo de adaptação

Integrar-se a um novo ambiente pode ser difícil e demorado para algumas pessoas. Imagine, então, fazer isso várias vezes seguidas. Para driblar esse problema, evite programas de job rotation com ciclos muito curtos. Dê ao funcionário pelo menos duas semanas para ele se adaptar e conseguir levar algum aprendizado de cada departamento.

Como implementar o job rotation na minha empresa?

Um bom programa de job rotation requer muito estudo e planejamento. Veja, a seguir, o passo a passo para colocar a ideia em prática de forma efetiva.

1. Faça uma avaliação prévia dos colaboradores

Para medir os resultados do projeto, é preciso ter um ponto de comparação. Por isso, é essencial fazer uma avaliação das competências técnicas e comportamentais do funcionário antes de o job rotation começar. Assim, ao final do processo, será possível analisar com clareza como o profissional se desenvolveu ao longo do período itinerante.

2. Defina uma sequência lógica para o processo

Em algumas situações, é dito que “a ordem dos fatores não altera o produto”. No entanto, essa lei não se aplica ao job rotation. Para que a prática seja implementada com total eficiência, os departamentos devem ser visitados pelo funcionário dentro de uma sequência lógica.

É preciso avaliar o quanto uma área complementa a outra. Por exemplo: se o objetivo for fazer o colaborador compreender as finanças da empresa, desenhe uma trajetória que faça sentido dentro dos processos da organização. Uma boa ordem seria: contas a pagar, contas a receber e, por último, a área fiscal.

Outra boa dica é deixar os setores complexos para o final. Assim, os conhecimentos acumulados em áreas mais simples vão ajudar o colaborador a compreender melhor o que é preciso para ter um bom desempenho nas últimas etapas.

3. Prepare os departamentos e os mentores

Para que a rotação funcione, os departamentos incluídos no processo devem se preparar corretamente para receber os colaboradores temporários. Tudo deve ser planejado para que o funcionário possa aprender sem que o andamento do setor seja prejudicado no período.

Um dos membros da equipe é escolhido para ser o mentor do profissional, ficando responsável por apresentar os colegas, definir atividades e tirar dúvidas. Essa pessoa não precisa ser um líder, mas deve ser alguém experiente e apto a acompanhar o novato em sua trajetória.

4. Analise os resultados e dê feedback

Ao fim do projeto, solicite um relatório tanto do funcionário quanto dos seus mentores. Isso servirá para o colaborador indicar suas dificuldades e aprendizados, além de destacar em quais departamentos gostaria de ter uma passagem mais longa.

Além disso, as avaliações dos mentores serão úteis para analisar a performance do profissional, seus pontos fortes e quais características precisam ser aprimoradas.

Como vimos ao longo deste post, o job rotation é uma excelente alternativa para treinar colaboradores de forma barata e eficiente. Esse tipo de iniciativa aumenta o dinamismo, a motivação e o preparo dos profissionais na prática, complementando o conhecimento oferecido por cursos e palestras. Por isso, é uma excelente medida para você implementar na sua empresa!

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