Saúde mental e qualidade de vida no trabalho: quem cuida do RH?

Segundo uma pesquisa apresentada em um artigo do site de notícias G1, 28% dos recrutadores entrevistados disseram que a saúde mental é uma das principais preocupações das empresas. Sim, o tema saúde mental e qualidade de vida no trabalho precisa ser abordado e tratado pelas organizações.

Neste artigo, falaremos sobre a importância de investir em práticas voltadas para a melhoria das condições mentais e da qualidade de vida dos colaboradores. Além disso, mostraremos como o profissional de RH pode cuidar de si mesmo para conseguir cuidar das outras pessoas. Acompanhe!

A importância da saúde mental e qualidade de vida no trabalho dos profissionais de RH

O mesmo estudo apresentado na introdução, mostrou também que 32% dos profissionais entrevistados notaram uma piora da saúde mental desde o início da pandemia da Covid-19. Quando a saúde mental no trabalho declina, os impactos logo são vistos na qualidade de vida dos colaboradores.

Por isso, é essencial que o RH estruture uma política interna de qualidade de vida no trabalho (QVT). Em especial, para as equipes remotas que tendem a enfrentar problemas com o isolamento e o distanciamento dos outros profissionais da empresa.

Algumas estratégias que melhoram a saúde mental e a qualidade de vida dos profissionais são:

  • bom clima organizacional;
  • espaços internos para relaxamento e quebra de rotina;
  • benefícios, como: terapias alternativas, descontos em academias e consultas com profissionais de saúde mental;
  • flexibilização da jornada e do local de trabalho. 

Dentre os principais benefícios vindos com essas práticas, podemos destacar:

  • aumento da produtividade;
  • redução dos índices de absenteísmo;
  • melhoria da satisfação e na motivação das equipes.

Profissional de RH: como cuidar de quem cuida de todos?

O profissional de RH é tido como uma coluna de sustentação para os colaboradores da empresa. Isso acontece porque a equipe de recursos humanos tem a responsabilidade de cuidar da alma  do negócio: as pessoas.

Mas e se esses profissionais do RH precisam de ajuda emocional? Como eles vão cuidar dos outros colaboradores? Para que isso não aconteça, é necessário que o time do RH adote práticas que melhorem a sua própria qualidade de vida e saúde mental. A seguir, daremos algumas dicas para atingir esse objetivo.

Você não tem que dar conta de tudo

Na preocupação de cuidar de outros, o profissional do RH pode deixar de lado o seu autocuidado. Ao lançar suas necessidades mentais, emocionais e físicas para “debaixo do tapete”, o resultado será o aumento da ansiedade, estresse no trabalho, bem como o desenvolvimento da depressão e da síndrome de burnout.

Para não chegar nesse ponto, é importante adotar uma atitude mental de autocuidado. Em vez de achar que precisa dar conta de tudo e de todos, o profissional do RH precisa reconhecer que tem limitações e necessidade de descanso e lazer.

Plantão x prontidão

Por mais eficiente que seja, o profissional de RH não consegue e não deve ficar disponível 24 horas por dia e 7 dias por semana. Aqui cabe a regra: o trabalho fica no trabalho.

Quando finalizar a carga horária do dia, é fundamental desligar-se dos assuntos corporativos. Nesse momento, o tempo deve ser direcionado a família, amigos ou atividades que geram bem-estar e prazer.

Fuja do excesso de informações

Os termos “infodemia” e “obesidade de informação”, se referem ao excesso de notícias publicadas pelas mídias que chegam a nós por meio dos celulares, tablets e da televisão. Além dos canais jornalísticos, ainda tem os infinitos compartilhamentos feitos pelos aplicativos de mensagem instantânea e redes sociais.

Para que essa “avalanche de informações” não prejudique a saúde mental, o profissional de RH precisa selecionar quais mídias acompanhará. Outra estratégia importante é limitar o uso de redes sociais evitando assim a sobrecarga de informações. 

Use a internet a seu favor

O foco da atenção do profissional do RH deve ser os sites que publicam informações relevantes e confiáveis, existem muitos deles na internet. 

É importante selecionar os que tratam de assuntos que agregam valor aos conhecimentos da área de recursos humanos. Alguns temas interessantes são:

  • metodologias ágeis para o RH;
  • técnicas de gestão de pessoas;
  • modelos inovadores de treinamento e desenvolvimento.

Confie nas pessoas 

Os vínculos de amizade na empresa são verdadeiros impulsionadores da saúde mental e da qualidade de vida. Sendo assim, o profissional do RH fará bem em se aproximar de pessoas que são compatíveis com os seus interesses, gostos e personalidade.

Ao fazer amizades, seria interessante tirar tempo para conversas descontraídas — mesmo que sejam virtuais. Nesses encontros, é importante desabafar, compartilhar experiências ou simplesmente dar boas risadas.

Não deixe de pedir ajuda

Quando for preciso, e muitas vezes será, o profissional de RH deve pedir ajuda. Ninguém perde a credibilidade quando expõe para outros que é um ser humano com fraquezas, limitações e conflitos.

Essa ajuda emocional pode ser pedida a: 

  • colegas de equipe;
  • amigos;
  • familiares;
  • terapeutas. 

Quanto mais cedo for a procura por ajuda, menor serão os efeitos prejudiciais na saúde mental e qualidade de vida.

Não deixe a saúde física de lado!

Não há como separar a saúde mental da física. É como diz o antigo ditado: “mente sã, corpo são”. Sendo assim, a prática de atividades físicas é um dos principais pilares da saúde mental e qualidade de vida.

Separando alguns minutos por dia, o profissional de RH sentirá uma grande diferença no seu bem-estar, inclusive no trabalho

Qual tipo de exercício é o ideal? Aquele que mais sente prazer. Porém, é importante realizar uma avaliação médica antes de iniciar um exercício físico — em especial os de maiores impactos.

Alguns preferem realizar atividades físicas ao ar livre, já outros em uma academia ou clube. Não importa o local, o valioso é evitar o sedentarismo e manter o corpo estimulado por bons exercícios físicos.

Enfim, cuidar da saúde é uma prova de amor-próprio. Como vimos neste artigo, o profissional de RH precisa investir em saúde mental, qualidade de vida e bem-estar no trabalho. Fazendo assim, a carreira profissional e a vida pessoal serão mais prazerosas.

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Marcelo Furtado

Marcelo Furtado é administrador de empresas com pós-graduação em engenharia financeira pela Poli-USP. Iniciou sua carreira na Pepsico e posteriormente trabalhou 8 anos com gestão de ativos em hedge funds. É cofundador da Convenia, primeiro software na nuvem de gestão de departamento pessoal voltado para pequenas e médias empresas no Brasil. Marcelo também atua como professor de Marketing Digital na ESPM-SP e mentor na ACE e Google Campus.

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