Diferença entre salário e remuneração: como compor cada um

Diferença entre salário e remuneração: como compor cada um

Entender a diferença entre salário e remuneração é importante para manter a saúde financeira da sua empresa. Embora esses dois termos costumem ser usados pelos brasileiros para se referir à mesma coisa, há diferenças significativas.

Se você é gestor e não sabe dessa diferença, isso pode trazer alguns prejuízos financeiros e trabalhistas para a sua empresa. Isso porque os dois devem estar registrados no contrato de trabalho e detalhadamente revistos de acordo com a CLT. Caso a empresa sofra algum processo trabalhista, as decisões irão ser tomadas com base no pagamento do salário e nas remunerações previstas no contrato. E se não houver essa diferenciação, os custos podem ser extremamente altos para a organização.

Portanto, é fundamental saber do que cada um deles se refere. Mas não se preocupe! Neste artigo iremos explicar tudo e esclarecer todas as suas dúvidas. É só continuar acompanhando a leitura!

Qual é a diferença entre salário e remuneração?

Veja abaixo a diferença entre salário e remuneração:

Remuneração

A remuneração é o conjunto de tudo o que é dado pelo empregador ao empregado em troca da execução do seu trabalho, incluindo o seu salário. Ou seja: salário é sempre remuneração, mas remuneração nem sempre é salário. A remuneração está associada a todos os componentes que um colaborador recebe, por isso, ela também engloba as vantagens, como os benefícios corporativos.

Salário

A definição de salário é bastante similar à da remuneração e consiste na recompensa paga ao empregado pela sua prestação de serviços em um período determinado, sendo dividido em diferentes tipos: 

  • Salário base; 
  • Salário mínimo; 
  • Piso salarial; 
  • Salário profissional; 
  • Salário líquido; 
  • Salário bruto.

Explicaremos melhor sobre cada um deles mais à frente!

Importância do plano de cargos e salários para a empresa

Saber a diferença entre salário e remuneração também impacta uma ferramenta muito importante do RH: o plano de cargos e salários, que define cada cargo, os níveis hierárquicos dentro da empresa e seus respectivos salários. Isso permite a criação do plano de carreira, em que cada função terá uma base de salário diferente, mas que a remuneração pode ter elementos em comum. Ao ter ciência do que cada um significa, a empresa pode realizar pesquisas específicas no mercado como: salarial, de benefícios e outras vantagens corporativas.

O plano de cargos e salários é fundamental para a empresa ter um melhor controle sobre cada posto dentro da empresa e oferecer um salário justo às tarefas que seus colaboradores executam. Com ele, não há risco de profissionais no mesmo cargo receberem salários diferentes, promovendo assim a transparência entre toda a equipe. E claro, eles podem enxergar quais futuros cargos podem alcançar e o caminho que devem seguir para serem promovidos.

Quais são os tipos de salário?

Confira abaixo quais são os tipos de salário existentes:

Salário mínimo

O salário mínimo é aquele fixado por lei, em que é estabelecido o menor valor que uma empresa pode pagar a um funcionário que cumpre a jornada mensal de 220 horas. Há o salário mínimo nacional e o estadual, conhecido como salário regional.

Salário base

O salário base é o que foi estabelecido no contrato de trabalho firmado entre a empresa e o colaborador. Ou seja, é o salário fixo, sem contar adicionais e variáveis.

Salário profissional

O salário profissional é regulamentado pelos sindicatos de classe e é o mínimo que pode ser pago aos integrantes de uma categoria profissional. Ele é estabelecido por sentença ou convenção coletiva. 

Piso salarial

O piso salarial possui a mesma definição de salário profissional. Ele é proporcional à extensão e complexidade do trabalho de cada cargo. Para algumas categorias, é fixado por lei ou convenção coletiva. Portanto, se o colaborador é integrante de uma categoria, ele deve recebê-lo.

Salário bruto

O salário bruto é o mesmo que o salário base, que já abordamos aqui. Ou seja, é o valor recebido pelo empregado antes dos descontos de impostos (INSS, IRRF, etc.). 

Salário líquido

O salário líquido é o valor final recebido pelo empregado após o desconto das diversas taxas trabalhistas devidas. É o que “sobra” do salário bruto após a dedução de todos os impostos obrigatórios e outros descontos na folha de pagamento.

Quais são os tipos de remuneração?

Agora, conheça quais são os tipos de remuneração:

Remuneração funcional

Este modelo de remuneração é um dos mais tradicionais nas empresas e está associado ao plano de cargos e salários. Ela é realizada a partir de cada cargo existente na empresa e tem base nas descrições das tarefas e responsabilidades. Afinal, é comum que cargos de liderança e alta especialização técnica exijam mais responsabilidades por parte do colaborador. Portanto, este modelo estabelece a hierarquia e promove o equilíbrio e sentimento de justiça dos colaboradores.

Remuneração por habilidades

Essa remuneração leva em conta o conhecimento e as habilidades dos profissionais. Ocorre quando a empresa remunera o colaborador baseando-se naquilo que ele sabe fazer e não no cargo que irá desempenhar. É uma forma de incentivar a qualificação e o aprimoramento dos colaboradores ao vincular benefícios aos níveis de especialização. 

Remuneração variável

A remuneração variável, como já diz o nome, é um tipo de remuneração que não é fixa e varia de acordo com aspectos determinados pela empresa ou gestor. Geralmente, ela está ligada ao desempenho de um colaborador e na sua capacidade de entregar resultados, podendo ele receber valores diferentes ao final do mês. Esse valor pode ser maior ou menor, dependendo dos resultados oferecidos. Contudo, é importante lembrar que a remuneração não pode ser menor que o salário mínimo legal. 

Participação acionária

A participação acionária é um tipo de remuneração variável, contudo, não é muito utilizada nas empresas brasileiras. Ela funciona em organizações que possuem o capital aberto e consiste em oferecer ao colaborador uma fração da empresa, mesmo que em pequena escala. Assim, o profissional pode receber dividendos ou lucrar com a venda do título financeiro futuramente. Essa estratégia motiva os funcionários a se comprometerem mais com seus resultados e faz com que se sintam realmente parte da empresa.

Comissões e premiações

As comissões e premiações também são um tipo de remuneração variável. Elas estão muito presentes nas empresas e têm um papel fundamental na motivação dos colaboradores. Geralmente, as comissões são uma porcentagem oferecida ao funcionário pelo cumprimento de metas ou pela realização de alguma atividade, como fechamento de contratos, vendas, etc. 

As premiações também estão ligadas ao cumprimento de metas, tanto individuais como coletivas. Ao cumpri-la, a empresa oferece ao profissional algo que já estava preestabelecido: um benefício financeiro, algum prêmio físico ou uma experiência de vida. 

Salário indireto

O salário indireto trata-se dos benefícios que completam a remuneração do colaborador de uma empresa: auxílio alimentação, auxílio saúde, auxílio creche, plano odontológico, etc. É uma ótima forma de manter os profissionais satisfeitos e atrair os talentos do mercado. 

Remuneração por competências

Na remuneração por competências, a empresa pode oferecer um valor maior para um profissional e menor para o outro, dependendo do que é requisitado em sua função. Por exemplo: se um cargo exige fluência em inglês e outro não, o primeiro pode ter uma remuneração maior. 

O que pode compor a remuneração?

Tudo o que é oferecido ao trabalhador além do seu salário é, portanto, uma remuneração. Contudo, a Reforma Trabalhista estabeleceu o que pode compor a base para o cálculo do 13º salário, férias e rescisões. São elas:

  • Horas extras;
  • Adicionais noturnos;
  • Adicionais de periculosidade ou insalubridade;
  • Gratificações;
  • Gorjetas;
  • Quebra-caixa;
  • DSR.

Outras remunerações como abonos, prêmios, ajuda de custos, abonos habituais, Salário in Natura e diárias para viagem, apesar de serem comuns, não contam como integração da remuneração do funcionário.

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Marcelo Furtado

Co-fundador e CEO do Convenia.