Competências profissionais: as 8 mais exigidas pelo mercado

Competências profissionais: as 8 mais exigidas pelo mercado

A grande quantidade de inovações e mudanças surgidas ao longo dos últimos anos no mercado, formaram um cenário novo e único no mundo corporativo. Isso fez com que trabalhadores de todos os tipos de atuação tenham que se atualizar para permanecer à frente de seus concorrentes. Com isso, uma série de novas competências profissionais passaram a ser exigidas para a contratação de novos colaboradores.

Afinal, elas são essenciais para quem deseja uma boa colocação no mercado atual  cada vez mais tecnológico e constantemente renovado. Mas, quais são essas competências e como desenvolvê-las?

Confira, neste artigo, cada tipo de competência profissional que está em alta e saiba como a empresa deve contribuir para que os colaboradores se adaptem, cresçam e se desenvolvam.

Quais são as competências profissionais mais exigidas pelo mercado atualmente?

Existem 3 tipos de competências que são avaliadas pelos recrutadores:

  • Competências organizacionais: visão estratégica, trabalho em equipe, visão sistêmica, etc.
  • Competências técnicas: conhecimentos em informática, em ferramentas específicas, proficiência em inglês, etc.
  • Competências comportamentais: flexibilidade, criatividade, comprometimento, etc.

Para tomar as melhores decisões, os recrutadores e gestores devem saber equilibrar os 3 tipos de competências e avaliar corretamente os candidatos em um processo de seleção. Afinal, a técnica não é mais o suficiente para a construção de uma equipe de sucesso. 

Com isso, existem algumas competências específicas que têm sido cada vez mais buscadas e exigidas pelo mercado. Confira abaixo quais são elas:

1. Conhecimento de novas tecnologias e tendências

Os profissionais devem se manter antenados com os principais produtos e lançamentos tecnológicos do mercado, sabendo como utilizar as ferramentas que podem ser úteis em sua área de atuação.

Assim, a empresa não terá tantos desafios ao implementar novas ferramentas e softwares nas rotinas organizacionais, tornando o processo de integração tecnológica mais ágil e eficiente. 

2. Aprendizado constante

Não basta ter apenas conhecimento sobre sua área. O aprendizado e a atualização constante são itens altamente relevantes. Como já dito, o mundo corporativo avança cada vez mais com mudanças e inovações constantes e os profissionais precisam acompanhar esta nova era.

O colaborador precisa  se aperfeiçoar com cursos, palestras, eventos e outras atividades que possam contribuir com seu crescimento profissional. Assim, ele estará mais preparado para se adaptar às mudanças e agregar mais valor ao seu papel na organização. 

3. Relacionamento e comunicação interpessoal

A comunicação clara é palavra-chave para um bom ambiente de trabalho, e deve ser tanto entendida como executada. Saber expor ou argumentar as ideias de forma clara e objetiva é um dos requisitos mais procurados pelas organizações.

Não saber se comunicar ou não se relacionar bem com gestores e colegas de equipe pode gerar diversos transtornos no clima organizacional de uma empresa, além de afetar a entrega de resultados. Por isso, é de extrema importância que os profissionais tenham uma comunicação eficaz, transparente e objetiva.

4. Trabalho em equipe

Saber trabalhar em equipe é fundamental para unir os colaboradores para caminharem em um só objetivo. Assim, é possível que ninguém se sobrecarregue e entenda o seu papel individual para juntos alcançarem as metas propostas. 

Isso irá melhorar o clima organizacional da empresa, diminuirá os conflitos e trará melhores resultados. Por isso, essa qualificação é valiosa e tem sido cada vez mais procurada em processos seletivos.

5. Visão global

É preciso estar inteirado sobre as mais diversas mudanças econômicas, sociais e políticas de todo o mundo, podendo antecipar mudanças e ficar atento aos impactos que um acontecimento pode gerar.

Se trata da capacidade de enxergar de forma minuciosa tudo o que pode gerar valor a empresa sem colocar as fronteiras como empecilho, mas se informando sobre tudo o que há de inovador no mundo corporativo global, sejam fatores de produtividade ou modelo de negócios. 

6. Automotivação

Nem sempre os líderes têm a capacidade de motivar suas equipes da melhor maneira e, por isso, ter motivação própria é essencial nos dias de hoje. Com essa competência, o profissional pode encontrar em si mesmo motivos para ter disposição e realizar sua função na empresa com excelência. 

Assim, é possível manter o foco, alcançar objetivos e proporcionar melhores resultados. Se trata de um comprometimento consigo mesmo, sem que o colaborador dependa 100% da motivação de seus líderes ou colegas de equipe.

7. Equilíbrio emocional

Cada vez mais competitivo e desafiador, o mercado de trabalho necessita de profissionais que saibam manter o equilíbrio emocional e não deixem que pequenos problemas afetem a sua atuação. Afinal, existe uma pressão diária no ambiente corporativo que pode agravar problemas psicológicos como a ansiedade.

Por isso, o RH busca cada vez mais colaboradores que saibam lidar com a pressão, mantendo o equilíbrio de emoções, gerando produtividade e desempenho mesmo em meio aos desafios e problemas comuns no dia a dia de trabalho.

8. Capacidade de inovação

Sair da zona de conforto e apostar em ideias inovadoras é algo altamente procurado  e reconhecido no mercado de hoje. Ter a capacidade de inovar em diversas situações é a competência ideal para superar os obstáculos e resolver os imprevistos que surgem diariamente nas rotinas de trabalho. 

Com isso, o profissional consegue utilizar os recursos que ele já possui para enfrentar os desafios e inovar em novas formas de trabalho, sem se prender aos métodos usuais. 

Quais características um profissional não deve ter?

Falamos sobre as competências profissionais que as empresas mais têm buscado. Mas, quais características essas organizações têm evitado em processos seletivos? Separamos algumas delas. Confira:

  • Arrogância: profissionais prepotentes não sabem ouvir feedbacks e não sabem trabalhar em equipe;
  • Conformismo: pensar que o que já aprendeu é o bastante e permanecer na zona de conforto atrapalham o desenvolvimento da empresa;
  • Emotividade: atrapalha tomadas de decisões e pode influenciar quando se deve ter uma postura imparcial;
  • Timidez: pode gerar medo de expor opiniões e de ter iniciativas, fator que atrapalha o bom funcionamento da equipe;
  • Impulsividade: agir sem pensar pode resultar em escolhas erradas e também gerar conflitos, prejudicando o clima organizacional;
  • Perfeccionismo: apesar de parecer algo positivo, essa característica pode gerar muitos problemas e atrasos nas tarefas.

O impacto das novas competências nas gerações mais antigas

É claro que uma organização não é composta apenas por profissionais das novas gerações. Com isso, aqueles que estão acima dos 40 anos podem ter dificuldades na adaptação das novas exigências do mercado. 

Isso ocorre não só na busca por novas oportunidades de empregos, mas também em situações onde a empresa passa por um processo de inovação e precisa integrar seus colaboradores

Mais conectados ao mundo das ferramentas virtuais, os millennials acabam tirando vantagem dessa situação, enquanto Baby Boomers e profissionais da geração X correm para ficar atualizados com as novas demandas do mercado.

Primeiro, é importante saber que as competências mais tradicionais não ficam de fora das exigências de grandes e pequenas empresas. A novidade no que se refere à demanda do mercado fica por conta, principalmente, das constantes inovações no mundo online e da tecnologia. 

As antigas gerações costumam ser mais comprometidas e leais. O desafio é saber como desenvolver as novas competências e fazer com que eles se adaptem a este novo mercado. Separamos 4 dicas para te auxiliar neste processo:

  • Idealize uma política efetiva de diversidade e inclusão;
  • Mostre a esses profissionais um propósito significativo em relação ao seu papel na empresa;
  • Estabeleça uma boa comunicação;
  • Invista na capacitação desses profissionais, pois eles costumam dar valor a novas oportunidades de aprendizagem.

Como desenvolver as competências profissionais?

Seja qual for a geração do profissional, as empresas devem investir e trabalhar no desenvolvimento de competências de toda a sua equipe. Mas, como os gestores podem realizar esta tarefa? Veja abaixo algumas dicas:

Invista em treinamento e desenvolvimento

Um dos principais meios para desenvolver as competências dos profissionais é o processo de treinamento e desenvolvimento. Os treinamentos irão auxiliar na capacitação do colaborador, fazendo com que ele alcance as expectativas da empresa. 

Essa ferramenta é uma decisão estratégica do RH e pode gerar mais produtividade e eficiência nos resultados oferecidos. Além de fazer com que os colaboradores se sintam valorizados pela organização, trazendo motivação e empenho nas rotinas de trabalho. 

A empresa também deve incentivar sua equipe a participar de cursos e seminários externos, mostrando os benefícios e os efeitos disso em suas carreiras. Atualmente, existem diversas opções acessíveis e online que facilitam o aperfeiçoamento dos profissionais. 

Mas lembre-se: a empresa precisa promover a parte prática do que foi ensinado. Dinâmicas e outras atividades são ótimas opções para concretizar o aprendizado.

Dê feedbacks

Outra prática fundamental é oferecer feedbacks constantes. Esse retorno transparente falando sobre o desempenho dos profissionais aumentam o rendimento da equipe e proporcionam melhores resultados. 

É essencial que o colaborador saiba o que a empresa espera dele, como ele está atualmente no desempenho de suas funções, quais são os resultados individuais e coletivos a serem alcançados, etc. Essa comunicação aberta e clara é o segredo para gerar um bom desenvolvimento.

Lembre-se também de incentivá-lo e fazer com que seja uma conversa cordial, mostrando-o que os feedbacks são importantes para o avanço de sua carreira. 

Faça reuniões constantes

As reuniões constantes com a equipe é uma ótima forma de melhorar a comunicação com seus colaboradores. Pelo menos uma vez por semana, é fundamental que os gestores ouçam os profissionais e avaliem as questões apresentadas.

Assim, é possível orientá-los e incentivá-los para uma melhor performance em suas funções e tarefas na organização. Além de identificar os pontos que precisam ser melhorados e planejar futuros treinamentos.

Valorize as diferenças

Lidar com a diversidade também é um fator importante para desenvolver competências. Os gestores precisam saber valorizar as habilidades individuais de cada profissional e entender a importância de uma empresa heterogênea, que comprovadamente possui um maior potencial de crescimento. Afinal, se todos reagissem iguais, novas sugestões e estratégias não surgiriam. Dessa forma, é possível extrair o melhor de cada colaborador.  

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