Entenda como analisar os custos do funcionário para a empresa

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O setor de Recursos Humanos tem se tornado cada vez mais estratégico por conta do valor que a folha de pagamentos significa dentro dos gastos totais de uma empresa.

Cada colaborador gera encargos trabalhistas que impactam diretamente os gastos e investimentos da organização. Dessa forma, entender os custos do funcionário para a empresa é fundamental — independentemente da quantidade de colaboradores.

Um funcionário não custa apenas o valor de seu salário. A Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) prevê vários encargos, e ainda há o custo dos benefícios oferecidos por cada empresa. Além disso, processos seletivos, treinamentos e realocação de funcionários também geram custos.

Se você está preocupado com as finanças de sua empresa e pretende rever seus gastos, continue lendo este texto e esclareça suas dúvidas de uma vez por todas. Confira como fazer o cálculo correto para entender os custos do funcionário para a companhia!

Liste todos os custos do funcionário para a empresa

Um dos erros mais comuns na hora de uma nova contratação é levar em conta apenas o valor do salário bruto que será oferecido mensalmente a um colaborador. Antes disso, é preciso que cada custo seja colocado na ponta do lápis e analisado: conseguimos pagar mais um funcionário?

Os impostos e taxas cobrados podem variar de acordo com os regimes tributários existentes: Simples Nacional, Lucro Real ou Lucro Presumido. Para começar os cálculos, é preciso identificar em qual categoria a empresa está inserida. Vamos conhecer melhor cada regime.

Simples Nacional

É usado por micro e pequenas empresas. Esse regime unifica todos os impostos e tributos da organização em uma única guia de pagamento, que é repassada aos governos municipal, estadual e federal. Tem alíquotas moderadas, se comparadas às cobradas para as grandes empresas, e os valores variam de acordo com a natureza do negócio.

Lucro Real e Presumido

Regime que abrange parcela considerável das empresas nacionais, aquelas que movimentam o mercado com altos valores financeiros. Além dos custos básicos, as empresas nessa categoria pagam uma alíquota chamada RAT (Riscos Ambientais do Trabalho), assim como uma porcentagem ainda maior do INSS Patronal. Há também a cobrança da Alíquota de Terceiros, que apoia programas e órgãos governamentais.

De maneira geral, independentemente do regime tributário ou tamanho da empresa, os principais encargos sociais são:

  • 13º salário;
  • férias e seu 1/3 proporcional;
  • INSS;
  • FGTS, com valor anual;
  • multas de rescisão;
  • vale-transporte e outros benefícios adicionais (como vale-alimentação, plano de saúde e auxílio-creche — todos representam uma porcentagem sobre o valor do salário).

Somando-se tudo o que foi citado, cada funcionário acaba custando para a empresa cerca de 70% a mais do que o valor de seu salário. Para exemplificar, um funcionário que recebe R$ 1.000,00 de salário bruto custa, todo mês, mais de R$ 1.700,00.

Existem ainda os custos chamados de variáveis. Contratações, treinamentos, cursos e certificações, tudo isso é investimento que sai do cofre da empresa. Mesmo não sendo constantes, esses custos devem ser previstos antes de novos funcionários serem contratados, lembrando que, nos primeiros meses, enquanto está na fase de adaptação ao trabalho, o colaborador pode não render tanto quanto o esperado. E não se esqueça: demissões também geram custos.

Calcule o Retorno sobre o investimento

O ROI, da expressão em inglês Return over Investment, serve para medir o percentual de retorno sobre determinado investimento, ou seja, a relação entre o capital gasto e quanto isso efetivamente gerou de lucro ou prejuízo. É uma métrica que pode ajudar no controle das finanças de qualquer setor da empresa, inclusive do setor de Recursos Humanos.

Com esse sistema, pode-se reduzir custos e riscos, potencializando o tempo e a colaboração de cada funcionário: a soma dos gastos com cada colaborador pode ser mensurada por ano, mês ou até mesmo hora, bastando dividir os valores totais gastos pelo período escolhido e comparar com os lucros produzidos na mesma época.

Assim, fica mais simples encontrar e analisar o quanto realmente está sendo gasto com cada colaborador. Vale destacar que a precificação por hora é uma maneira bastante esclarecedora de comparar investimentos e retornos. Uma empresa que apura seus gastos constantemente consegue manter-se saudável e em crescimento.

Manter uma política de cargos e salários também pode ser interessante para administrar os custos do funcionário para empresa. Com essa estrutura, é possível acompanhar quanto cada colaborador deve ganhar, além de facilitar na identificação dos gastos em todos os setores, facilitando na hora de investir ou cortar verba.

Veja algumas dicas para melhorar o seu ROI

Apesar de, muitas vezes, parecer que é impossível economizar com os custos do funcionário para a empresa, já que alguns fatores são externos, como os impostos, cabe a cada gestor encontrar maneiras de aumentar os retornos. Dar preferência a funcionários mais produtivos é fundamental, assim como investir para que esses continuem na empresa, evitando uma dança das cadeiras que só gera gastos, o que é chamado de turnover.

Controlar o horário dos trabalhadores, escapando de horas extras e adicionais noturnos, e manter uma política de prevenção contra acidentes de trabalho também são formas de economizar. Ouvir o que os funcionários têm a dizer e dar feedbacks sobre os resultados também pode ser importante na tentativa de aumentar a produtividade e, consequentemente, evitar desperdícios.

Os colaboradores, hoje mais do que nunca, são indispensáveis para o sucesso de qualquer empresa, principalmente diante de seus concorrentes — afinal, ninguém quer perder um talento para outra companhia.

Apesar de todos os gastos que vêm incluídos na remuneração de um colaborador, vale a pena investir para que todos sintam-se motivados e trabalhem de forma produtiva. Querer economizar com os custos do funcionário para a empresa pode acabar saindo caro.

Agora que você já sabe como calcular os custos de seus funcionários, que tal baixar um kit com tudo o que pode te ajudar a implementar uma política de cargos e salários na sua empresa? O material é gratuito e traz planilhas e templates para que você consiga gerenciar e descrever os cargos e os respectivos salários de seus colaboradores! Até lá!

 

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