Liderança humanizada: vantagens e como aplicá-la no dia a dia?

Liderança humanizada: vantagens e como aplicá-la no dia a dia?

Liderança humanizada: vantagens e como aplicá-la no dia a dia?

A liderança humanizada é um conceito que ganhou força desde que o mundo se viu fragilizado diante dos impactos da pandemia da Covid-19. Como era de se esperar, o ambiente empresarial também sentiu os efeitos, não só por causa das oscilações econômicas, mas também pelo impacto sentido pelas pessoas nesse cenário.

Mas qual é a relação entre liderança humanizada e o cuidado com o bem-estar físico e emocional dos colaboradores? Quais são as vantagens desse conceito? Como aplicá-lo na empresa? Essas e outras perguntas serão respondidas em nosso artigo. Acompanhe!

O que é liderança humanizada?

A liderança humanizada se refere à prática na qual os líderes olham para as suas equipes com empatia e solidariedade. Sim, a produtividade dos times ainda é importante. No entanto, a qualidade de vida e bem estar dos profissionais tornam-se prioridade.

No passado, acreditava-se que era possível separar a vida profissional da pessoal. Por isso, os colaboradores eram tratados apenas como máquinas que deviam produzir cada vez mais. Essa atitude refletia no modo como os líderes lidavam com os seus subordinados.

Nesse contexto, o líder era alguém frio, distante e temido. Com o tempo e as transformações vividas no mundo corporativo, os líderes perceberam que os colaboradores são pessoas com sentimentos e particularidades. Sendo assim, necessitam de gestores que os enxerguem desta maneira. Em outras palavras, uma liderança humanizada.

Para que o conceito de liderança humanizada se fortaleça na empresa, é necessário que se sustente em 4 pilares:

  • Comunicação eficiente entre líderes e liderados;
  • Foco nas necessidades dos colaboradores;
  • Integração dos times;
  • Alinhamento dos processos com o perfil dos profissionais.

Quais suas vantagens?

Quando um líder desenvolve uma liderança humanizada com os colaboradores, os efeitos positivos são surpreendentes. Entre eles, podemos destacar:

  • Elevação da produtividade – boas condições de trabalho fazem as equipes trabalharem com satisfação, elevando a produtividade diária;
  • Melhoria do clima organizacional – um time satisfeito e feliz gera uma atmosfera saudável na organização;
  • Retenção de talentos – os profissionais talentosos pensarão duas vezes antes de mudar de emprego. Afinal, líderes empáticos valorizam e reconhecem os esforços desses colaboradores;
  • Lucratividade – com a elevação do nível de produtividade dos times, a organização perceberá também o aumento dos lucros;
  • Cultura – a cultura interna humanizada chama a atenção dos profissionais do mundo corporativo. O resultado é a atração de talentos e a melhoria da employer branding (marca empregadora) da empresa;
  • Atração de investidores –  a organização que prioriza o bem estar dos profissionais segue um dos protocolos do conceito ESG (environmental, social and governance). Esse conceito é utilizado pelos investidores do mercado financeiro para avaliar o valuation (valor da marca) da empresa. Além de ser um indicativo sobre a vantagem ou não de aplicar capital em um negócio.

Como desenvolver e aplicá-la no dia a dia?

O livro “Liderança: a inteligência emocional na formação do líder de sucesso”, escrito por Daniel Goleman, explica que entender e levar em consideração as necessidades do outro é um dos principais componentes de uma liderança eficiente.

Embora muitos líderes reconheçam isso, não sabem como desenvolver e aplicar a liderança humanizada com as suas equipes. A seguir, daremos algumas dicas para ter sucesso nesse objetivo.

Pratique o autoconhecimento e a autoavaliação

Realizar uma autoanálise nem sempre é fácil. Porém, é essencial para entender como está o interesse e o relacionamento com o próximo. Para fazer esse “raio-x” interno, é preciso unir a autoavaliação com o autoconhecimento.

No caso do segundo tópico, o líder pode obtê-lo por meio da literatura que aborda temas da psicologia comportamental e terapias com profissionais da área. Já a autoavaliação envolve descobrir os próprios pontos fortes e fracos em relação à arte de ter empatia.

Trabalhe sua comunicação e empatia

A empatia e a comunicação estão intimamente relacionadas. Quando o líder é acessível, procura oportunidades de interagir com os colaboradores, escuta quando fala e demonstra que realmente se importa com eles. Dessa forma, a confiabilidade entre os membros da equipe aumenta.

Coloque em prática integrações e cultura de feedbacks

Outra prática importante para uma liderança humanizada é a cultura da integração e do feedback. É interessante que o ato de aconselhar gera naturalmente a integração entre o líder e os colaboradores.

Sendo assim, os líderes devem implantar uma política interna de feedbacks. Nela, é possível incluir o feedback reverso (quando o colaborador dá conselhos e sugestões para o líder). Desse modo, se cria um espírito de parceria na empresa.

Tenha uma visão de futuro

Olhar para o futuro também ajuda na formação de uma liderança humanizada. Como assim? Ao prestar atenção na posteridade, os líderes perceberam a necessidade cada vez maior de tratar os colaboradores com carinho e empatia. Para isso, eles podem verificar alguns estudos sobre o assunto.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo International Stress Management Association (ISMA) e divulgada em um artigo do site da Veja Saúde, 9 de cada 10 profissionais brasileiros apresentaram sintomas de ansiedade. Além disso, 47% deles também tiveram algum nível de depressão. 

Dicas para a liderança humanizada em tempos de home office

Para alguns profissionais, o home office representa solidão e ansiedade. Pelo menos por enquanto, muitos são forçados a trabalharem nesse formato por causa da pandemia do Covid-19. O que os líderes podem fazer para ajudar essas equipes?

A resposta está na liderança humanizada. Mesmo à distância, o gestor precisa adotar estratégias que estimulem o senso de pertencimento e acolhimento entre os times. Isso pode ser feito por meio de:

  • Conversas descontraídas em happy hours virtuais;
  • Premiar e celebrar as vitórias dos profissionais;
  • Estar a disposição para ajudar nos momentos difíceis;
  • Oferecer sessões de terapia no pacote de benefícios.

Durante muito tempo, a relação entre líder e liderado era vista como vertical, ou seja, o líder em cima e o liderado em baixo. Hoje, esse relacionamento precisa ser horizontal. Não importa a posição, todos precisamos um do outro. Se os gestores agirem assim, os colaboradores serão mais produtivos e felizes.

O que achou do nosso artigo? Entendeu o que é e as vantagens de uma liderança humanizada? Então, coloque isso em prática com o nosso Manual – Como humanizar as relações digitais no RH!

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Marcelo Furtado

Marcelo Furtado é administrador de empresas com pós-graduação em engenharia financeira pela Poli-USP. Iniciou sua carreira na Pepsico e posteriormente trabalhou 8 anos com gestão de ativos em hedge funds. É cofundador da Convenia, primeiro software na nuvem de gestão de departamento pessoal voltado para pequenas e médias empresas no Brasil. Marcelo também atua como professor de Marketing Digital na ESPM-SP e mentor na ACE e Google Campus.

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