O que é um trabalho flexível e quais são as características?

O que é um trabalho flexível e quais são as características?

Trabalhar quando a motivação está lá em cima e no local que mais inspira – será possível? Sim, essa flexibilidade existe! 

Antes que pense em algo que está ainda no papel e só será real no futuro, vale ressaltar que muitas empresas já adotaram esse formato. Além disso, ele é uma forte tendência para os próximos anos. Mas, afinal, o que é um trabalho flexível?

Neste artigo, nos aprofundaremos nesse questionamento. Para isso, falaremos sobre o conceito, características, vantagens e como aplicar o trabalho flexível na empresa. Não perca os próximos tópicos!

O que é um trabalho flexível?

O “berço” do trabalho flexível é a transformação digital e toda a mudança que trouxe para a cultura interna das empresas. Em virtude das novas tecnologias, os profissionais não precisam mais ficar dentro do escritório da organização para realizar serviços. 

Afinal, basta ter uma boa internet e um computador pessoal para que um colaborador trabalhe de qualquer lugar do mundo.

Além do fator “local”, outro aspecto que compõe a flexibilidade é o horário. Parece estranho para alguns pensar que o colaborador pode escolher qual período do dia deseja trabalhar. Porém, esse benefício é uma espécie de “ganha-ganha”. 

De um lado está o profissional “feliz da vida”, pois pode escolher, por exemplo, o horário do dia em que seu nível de produtividade está em alta. Do outro lado está a empresa, que conquista maior satisfação, motivação e desempenho deste colaborador. 

Nesse cenário, podemos afirmar que o trabalho flexível é uma estratégia inteligente para os negócios.

Qual é o papel do RH na gestão do trabalho flexível?

Segundo a Pesquisa de Benefícios Aon 2018-2019, em um período de três anos, o número de empresas que implantaram o horário de trabalho flexível cresceu 192%. 

Embora esse percentual seja motivador, cabe aqui uma palavra de cautela: o RH da empresa deve estudar a melhor forma de adotar esse modelo de trabalho, de acordo com a realidade interna.

Caso esse conselho não seja seguido, em vez de benefícios, o trabalho flexível pode:

  • Prejudicar o rendimento de alguns colaboradores;
  • Dificultar a comunicação entre as equipes;
  • Gerar atrasos nos prazos de entregas de serviços;
  • Diminuir a qualidade das demandas.

Para evitar esse cenário, o ideal é que o RH, junto com a liderança da empresa, analise o perfil dos colaboradores, realize testes, crie regras de transição e mensure os resultados obtidos com esse formato de trabalho. 

Com base nesses dados, a organização implantará a flexibilidade sem arcar com prejuízos, mas colhendo inúmeros benefícios. 

Quais são os principais tipos de trabalho flexível?

Dentro do conceito de trabalho flexível, encontramos alguns formatos que têm características distintas. Em algumas empresas é permitido que os colaboradores escolham em qual formato desejam trabalhar. Já outras organizações, definem apenas um tipo que pode ser adotado pelos que desejam flexibilidade. 

Esses modelos são:

  • Home office: cumprimento do horário de trabalho em casa;
  • Distribuído: os colaboradores podem escolher entre o escritório da empresa, home office e coworkings;
  • Remoto: embora envolva todas as possibilidades do trabalho distribuído, o remoto permite também que os profissionais exerçam suas funções em qualquer lugar do mundo.

Como funciona a jornada no trabalho flexível?

Nessa modalidade de trabalho os colaboradores cumprem a jornada móvel. Nesse formato, os profissionais têm um horário de trabalho estabelecido, mas com a liberdade de escolher como o cumprirá durante o dia.

É importante ressaltar que a jornada móvel não impede o vínculo empregatício dentro das regras da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Na verdade, com a Reforma Trabalhista, foi incluído o artigo 75-A, que trata das leis que regem o trabalho remoto e servem como base para detalhes contratuais da jornada flexível.

Mas como é realizado o controle de ponto? Com a ajuda de ferramentas de ponto online. Por meio delas, os colaboradores registram seus horários, por exemplo, em aplicativos instalados no smartphone. Dessa forma, o RH recebe essas informações, acompanha as atividades dos profissionais e realiza o cálculo da folha de pagamento.

Como aplicar uma política de trabalho flexível?

Um grande desafio vivido pelos RHs é entender quando e como implantar o trabalho flexível na empresa. 

O ideal é, como dito anteriormente, que esse processo seja pautado em ações bem pensadas e baseadas em informações concretas. Mas qual seria o passo a passo para essa implantação? As etapas seriam essas:

  • Modelo da jornada: nessa fase, o RH elabora o tipo de jornada e a liberdade que os colaboradores terão;
  • Setores: talvez nem todas as áreas possam adotar o trabalho flexível. Sendo assim, é necessário que o RH avalie as condições de trabalho de cada departamento interno;
  • Formalização: deve ser feita a elaboração de um documento que formalize a política de trabalho flexível. Para isso, o RH pode consultar os colaboradores, líderes de setores e o sindicato da categoria. O resultado final será redigido em regras e cláusulas;
  • Tecnologias: a infraestrutura de tecnologia da informação da empresa deve estar preparada para o trabalho flexível. Sendo assim, é preciso implantar plataformas virtuais que integrem as equipes de modo que realizem projetos de forma colaborativa.

Quais são as vantagens do trabalho flexível?

De acordo com a pesquisaWork-Life-Relationship”, produzida pela FlexJobs, 54% dos profissionais entrevistados disseram que o trabalho flexível ajudou no equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Logo, com uma qualidade de vida melhor, os colaboradores tendem a ser mais produtivos, criativos e engajados com as estratégias da empresa.

Uma organização que adota o trabalho flexível potencializa os seus resultados e fortalece a sua competitividade no mercado em que atua. Outra vantagem é a atração de talentos e a melhoria da employer branding (marca empregadora).

Isso foi demonstrado nesse mesmo estudo feito pela FlexJobs. Segundo esses dados, o trabalho flexível influencia 80% dos profissionais entrevistados na hora de escolher uma empresa para trabalhar.

Sem dúvidas, esse formato de trabalho é mais do que uma tendência, mas sim, a certeza de benefícios tanto para os negócios quanto para os profissionais. Em vista disso, a adoção dessa modalidade é uma prática que deve ser feita pelos RHs com rapidez. Afinal, o mundo corporativo do futuro tende a ser cada vez mais flexível.

Entendeu o quê é um trabalho flexível? Quer mais informações relevantes sobre essa tendência? Então, aproveite e baixe nosso e-book gratuito: “Flexibilização do trabalho: Veja o panorama geral e como aplicar essa tendência”. Boa leitura!

Clique para avaliar esse post!
[Total: 0 Média: 0]

Marcelo Furtado

Co-fundador e CEO do Convenia.

Contribua com este post