Short Friday como estratégia de engajamento de colaboradores

As empresas mais amadas pelos colaboradores têm algo em comum: investem na qualidade de vida, no bem-estar e no engajamento do time interno. De acordo com um estudo publicado no site da Exame, organizações que se preocupam com essas práticas são, em média, 86% mais produtivas. Dentre as estratégias para elevar o engajamento, a short friday está em destaque.

Neste artigo, explicaremos mais sobre essa estratégia, seus benefícios e como se alinha com o perfil das novas gerações de colaboradores. Acompanhe os próximos tópicos!

Conheça o movimento Short Friday

A Short Friday é um movimento que impulsiona o engajamento dos profissionais, pois toca diretamente na qualidade de vida e no bem-estar deles. 

Na prática, a Short Friday significa a redução do horário de trabalho em um dia da semana (normalmente às sextas-feiras).

A finalidade é proporcionar liberdade, flexibilidade e tempo para os colaboradores desfrutarem de atividades pessoais, como convívio com a família, prática de um hobby ou simplesmente descansar. Por isso, essa redução é aguardada com expectativa e gera um senso de gratidão nas equipes.

Além da diminuição das horas trabalhadas, algumas empresas adotam outras regras para tornar o dia mais suave. Por exemplo, as reuniões devem ser curtas e feitas na parte da manhã, é permitido usar roupas menos formais e proibido realizar horas extras (salvo em situações de extrema necessidade).

Short Friday e as leis trabalhistas

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não trata diretamente da flexibilização de horários, mas define a carga horária de 44 horas semanais. Para cumprir a legislação, muitas empresas que adotam a Short Friday fazem um acordo coletivo com os colaboradores e o sindicato da categoria.

Entre as regras, está a compensação das horas não trabalhadas em outros dias da semana. No caso dos profissionais em home office ou teletrabalho, vale lembrar que a CLT não prevê a necessidade de um controle de jornada. Desse modo, o dia mais curto de trabalho pode ser concedido por meio da redução da demanda de serviços.

Redução da jornada como estratégia

Segundo o estudoFechando o gap das competências: o que os trabalhadores querem”, produzido pela ManpowerGroup, os profissionais modernos apontam os horários flexíveis como um dos seus maiores desejos.

Nesse contexto, a Short Friday é uma excelente estratégia para atender aos apelos e também elevar o engajamento dos colaboradores. A seguir, elencamos os principais benefícios de um dia de trabalho mais curto.

Melhora a employer branding

Por meio da redução de jornada em um dia da semana, a empresa pode esperar uma melhoria da employer branding (marca empregadora). Esse conceito envolve o modo como os profissionais externos veem a organização.

Ao adotar a Short Friday, a marca sinaliza que é um local que preza pela flexibilidade, a qualidade de vida e o bem-estar dos colaboradores. Dessa forma, a empresa cria uma reputação que não só chamará a atenção de profissionais como também de investidores e parceiros de negócios.

Atração de talentos 

O atual mundo corporativo está sempre em busca de talentos e competências profissionais. E não é por acaso. Afinal, um time de colaboradores de alto desempenho é a receita para a elevação da produtividade e da lucratividade do negócio.

O já citado estudo da ManpowerGroup mostrou que a gestão do bem-estar deve estar inserida na cultura da empresa. Além disso, essas duas práticas precisam ser a base da hierarquia de necessidades dos colaboradores.

Dessa forma, a atração de talentos aumentará consideravelmente. Como dito anteriormente, a Short Friday é uma das ações que promovem a satisfação dos profissionais, ajudando a organização a aumentar a atratividade da marca.

Engajamento interno

Um dia semanal com carga horária menor ajuda no engajamento dos profissionais internos. Isso acontece porque melhora a employee experience (experiência do colaborador). Como consequência, a organização pode esperar uma elevação na qualidade das demandas, criatividade dos projetos e na inovação.

Geração Z no mercado de trabalho

O atual mercado de trabalho tem visto a chegada de um número cada vez maior de profissionais da geração Z (pessoas nascidas entre a segunda metade da década de 90 do século 20 e a primeira década do século 21). Entre as principais características dessa geração, podemos destacar:

  • Interatividade;
  • Inovação;
  • Imediatismo;
  • Criatividade;
  • Desapego pelo local de trabalho;
  • Espírito empreendedor;
  • Flexibilidade.

Podemos dizer que o perfil de geração Z é disruptivo, pois rompe os laços com os modelos tradicionais de trabalho. Segundo a pesquisa2021 Millennial & Gen Z Survey”, publicada pela Deloitte, a geração Z preza muita a flexibilidade, adaptabilidade e a criatividade ao trabalhar em uma empresa.

Diante dessas expectativas, surge uma pergunta: como as organizações podem atrair esses jovens profissionais? A resposta está na adoção de práticas flexíveis, como a Short Friday. Sem dúvidas, ter parte de um dia da semana para resolver ou se dedicar a assuntos pessoais, encantará esse grupo de colaboradores.

Para alinhar ainda mais a Short Friday com o perfil da geração Z, a empresa pode realizar uma pesquisa de opinião. Nela, os profissionais terão a oportunidade de dizer como seria um dia de trabalho perfeito para eles.

Talvez, a organização se surpreenda ao descobrir que a redução de horário pode ser atrelada a outras práticas promotoras do bem-estar coletivo. Uma Short Friday diferente dos dias anteriores pode funcionar como uma recompensa dada pela empresa pelo bom desempenho durante a semana.

Invista em engajamento

Com o tempo, a empresa pode ampliar as estratégias para aumentar o engajamento e a qualidade de vida das equipes. Ao passo que isso ocorre, os colaboradores terão a certeza de que a organização tem empatia e respeito pelo ser humano. O resultado será um time que “veste a camisa” do negócio.

O que achou do nosso artigo? Entendeu como a Short Friday pode melhorar o engajamento dos colaboradores? Aproveite para descobrir 5 ações de engajamento de funcionários, testadas e aprovadas!

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Marcelo Furtado

Marcelo Furtado é administrador de empresas com pós-graduação em engenharia financeira pela Poli-USP. Iniciou sua carreira na Pepsico e posteriormente trabalhou 8 anos com gestão de ativos em hedge funds. É cofundador da Convenia, primeiro software na nuvem de gestão de departamento pessoal voltado para pequenas e médias empresas no Brasil. Marcelo também atua como professor de Marketing Digital na ESPM-SP e mentor na ACE e Google Campus.

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