A liderança é um dos assuntos que mais se destacam no contexto organizacional, afinal, dos líderes depende grande parte do êxito das equipes e da empresa. Por isso, busca-se cada vez mais entender os estilos de liderança, bem como isso interfere no crescimento e sucesso.

É certo que alguns líderes são mais centralizadores, enquanto outros são colaborativos ou permissivos. Alguns líderes dão ênfase aos processos – prazos, metas, normas – enquanto outros focam nas pessoas e na satisfação interna. Como essas peculiaridades se relacionam?

Pensando no assunto, criamos um guia para você. Hoje, você conhecerá os principais estilos de liderança, suas características e como isso contribui no contexto organizacional. Continue lendo e fique por dentro do assunto!

Liderança autocrática

O primeiro estilo foi descoberto pelo psicólogo alemão-americano Kurt Lewin. Nesse caso, tem-se o líder autocrático, que mais se aproxima de chefias instituídas do que de lideranças propriamente ditas. Esse estilo é marcado pela centralização do comando.

Um líder com esse perfil toma decisões com base no que considera certo, pouco ou nada consultando seus subordinados. Diz o que deve ser feito, como e por quem. Profissionais com esse estilo também não se preocupam em dar ou receber feedback.

Há benefícios e malefícios nesse estilo. Em tempos de crise, por exemplo, líderes autocráticos conseguem chegar aos resultados de forma mais rápida e eficaz. Todavia, enfraquecem a capacidade criativa dos liderados e podem afetar a qualidade do clima organizacional.

Liderança democrática

O líder democrático é conhecido por estar próximo dos seus liderados, compartilhando ideias e coletando feedback para melhoria contínua. Profissionais com esse perfil são colaborativos, sabem trabalhar em equipe e dividir as honras da vitória.

Ainda que o organograma da empresa coloque esse líder acima dos outros profissionais, no topo da pirâmide organizacional, é comum que ele deixe claro que deseja compartilhar decisões, privilegiar a troca de ideias e alcançar grandes resultados em equipe.

Um líder com esse perfil pode parecer “amigão” demais, o que nem sempre é vantajoso. Suas decisões também podem ser mais demoradas, afinal, depende do consenso da equipe. Contudo, eles são considerados confiáveis e possuem facilidade na resolução de conflitos.

Liderança laissez-faire

A expressão laissez-faire tem origem francesa e significa deixar fazer ou, ainda, intervir pouco. Como o próprio nome sugere, é um estilo mais liberal, onde os liderados são empoderados e possuem liberdade para tomar decisões no trabalho.

O líder laissez-faire não costuma desdobrar metas, definir prazos ou organizar as tarefas diárias. Nesse caso, as equipes atuam com mais liberdade, e precisam apresentar resultados por conta própria – sem avaliações de desempenho, feedback ou cobranças.

Esse estilo pode ser bastante prejudicial, especialmente para equipes imaturas. Caso os profissionais tenham mais experiência e comprometimento com os resultados, podem até gostar da liberdade oferecida por líderes que possuem esse perfil.

Liderança situacional

A liderança situacional foi descrita Blanchard e Hersey, que entendem que a postura de um líder pode variar bastante de acordo com cada tarefa, contexto e equipe de trabalho. Sendo assim, um líder pode transitar entre autocrático e liberal, de acordo com cada situação.

Líderes com esse perfil precisam ser flexíveis, dotados de inteligência contextual para fazer análises consistentes e inteligência emocional para pensar antes de agir. Dependendo do grau de maturidade da equipe, esses líderes devem: dirigir, treinar, apoiar ou delegar.

Em equipes que possuem alta competência e comprometimento, os líderes situacionais podem simplesmente delegar as tarefas. No caso de equipes com baixa competência, o líder situacional deve controlar seus subordinados e otimizar o alcance dos resultados.

Liderança orientada para tarefas

Alguns líderes são orientados para tarefas, mantendo seu foco na execução de atividades, preocupando-se com prazos, custos e padrões de qualidade. Geralmente, eles são mais eficazes, alcançando os indicadores que devem ser alcançados.

Líderes orientados para tarefa precisam de ordem, afinal, só assim é possível exercer domínio sobre tudo o que é feito. Eles também gostam de trabalhar com base em métricas e indicadores de desempenho, mensurando e gerenciando tudo o que é feito.

Profissionais com esse perfil deixam a desejar no aspecto humano, hoje tão essencial. É sempre importante lembrar que o principal fator de sucesso das empresas são seus funcionários, que dão vida aos processos diários e contribuem para o alcance das metas.

Liderança orientada para pessoas

A liderança orientada para pessoas é mais democrática e inclinada ao relacionamento. Nesse caso, percebe-se a preocupação com o bem-estar da equipe, bem como a construção de relacionamentos sólidos e a resolução de conflitos interpessoais.

Muitas vezes, esse líder pode assumir uma posição paternalista, protegendo demasiadamente seus subordinados e impedindo-os de aprender com seus próprios erros. Nesse aspecto, é preciso ter cuidado e saber equilibrar as coisas.

Por outro lado, profissionais com esse perfil são inspiradores e, na maioria das vezes, queridos por seus subordinados. Demonstram um verdadeiro apreço por ouvir, são empáticos e possuem um forte senso de equipe, o que gera impacto significativo no time.

Liderança empreendedora

O líder empreendedor é aquele criativo e diligente, capaz de identificar problemas, bem como desenvolver e implementar soluções para eles. Esse tipo de profissional é cada vez mais buscado pelas organizações, visto que transformam o status quo e reformulam a imagem do negócio.

Esses líderes são bidimensionais, ou melhor, orientados para tarefas e para pessoas. Porém, se concentram ainda mais na criação de valor do zero, assim como no desenvolvimento de novos produtos e serviços. São dispostos a assumir riscos e aprender com suas falhas.

Entretanto, lideres empreendedores estão sempre em busca de novos desafios, o que os torna imprevisíveis e até instáveis em uma empresa. Costumam passar pouco tempo em um mesmo cargo, pois desejam experimentar coisas novas ou, ainda, abrir seu próprio negócio.

A verdade é que um líder nunca será 100% orientado para tarefas ou para pessoas, assim como nunca será 100% autocrático ou liberal. Apesar de ter uma tendência autocrática, por exemplo, é possível que um líder se apresente democrático ou liberal em determinado período, e vice-versa. Assim, na realidade, há sempre uma liderança situacional.

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Equipe Convenia

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