5 Principais tendências de liderança e talentos para 2022

Marcelo Furtado
Treinamento e Desenvolvimento
  7 min. de leitura

Desde que a pandemia do coronavírus começou em 2020, a nossa realidade e a maneira de se relacionar em sociedade mudaram drasticamente. Por isso, as empresas passaram a enxergar nas tendências de liderança e talentos uma estratégia importante de adequação à nova realidade.

Fatores como a adaptação ao trabalho em casa, o uso de máscara em locais públicos e a impossibilidade de nos reunirmos com muitas pessoas, transformaram totalmente nossos modos de viver. Portanto, o mundo do trabalho também precisará se encaixar ao novo cenário. 

Neste artigo, você vai saber quais as tendências mais relevantes para o RH e como elas afetam o nosso mundo. Boa leitura!

Tendências de liderança e talentos: ascensão do trabalho híbrido

As tendências de liderança e talentos passaram a estar ainda mais voltadas para a tecnologia e trabalho à distância. O longo período trabalhando de maneira remota fez com que os colaboradores se habituassem a essa nova rotina. 

O desafio das lideranças agora é gerenciar a sua equipe de forma híbrida: tanto os que trabalham de forma presencial, quanto os que estão em home office. Uma pesquisa feita pela Korn Ferry, uma empresa especialista em consultoria, mostrou que 70% dos entrevistados achariam difícil voltar a trabalhar de forma presencial.

Isso porque, mesmo em meio ao caos de lidar com o trabalho profissional e pessoal em casa, essa passou a ser uma rotina flexível e confortável. Portanto, a tendência número um é a ascensão do trabalho híbrido e voltado para essa flexibilidade de horários. 

O que uma liderança inovadora deve fazer então é usar a tecnologia como ponto principal de conexão entre os membros da equipe por meio de:

  • Chamadas de vídeo e reuniões online;
  • Espaços de trabalho compartilhados — coworking;
  • Estímulos à comunicação à distância, especialmente através do uso de aplicativos da própria empresa. 

Cultura da conexão

E por falar em videoconferência, esse é o ápice do modelo de trabalho híbrido. Para se comunicar com os líderes e demais colaboradores, é preciso usar um meio rápido e tecnológico. 

Isso favorece todos os tipos de empresas, principalmente as que possuem muitos colaboradores remotos espalhados pelo Brasil e pelo mundo. Com apenas um clique, todos estão unidos em uma “call” e a reunião acontece normalmente como se estivessem em modo presencial. 

Essa cultura tem se fortalecido e tornado a vida mais fácil, sendo uma prática adotada por muitas empresas. 

Mobilidade Interna

Uma das tendências de liderança e talentos que podemos citar, que reforça as qualidades de um bom líder quando aplicada, é a mobilidade interna das pessoas colaboradoras. Aqueles que antes atuavam em um determinado cargo ou função na empresa, podem passar a trabalhar em outras áreas. 

Uma pesquisa divulgada pelo Linkedin Talent Solutions, originalmente feita pela Infosys, destaca uma citação de Rajesh Ahuja, o líder da empresa, sobre mobilidade interna: “o futuro da atração de talentos está na requalificação e não na procura por alguém melhor no mercado. Se você precisa contratar hoje, requalifique para ontem”. 

Ao observarmos a fala de Ahuja, conseguimos entender que as empresas precisam se observar internamente e “pescar dentro do aquário” antes de buscar um talento fora. A ideia é reaproveitar o profissional, levando-o a um novo desafio dentro da empresa. 

As vantagens dessa prática são inúmeras, conforme mostramos a seguir:

  • Motivar a equipe, sabendo que serão valorizados;
  • Aproveitar o engajamento dos colaboradores internos;
  • Diminuir custos com uma contratação externa, o que reduz o índice de turnover;
  • Investir em cursos, qualificações e especializações que vão de encontro aos interesses dos colaboradores.

No entanto, algumas premissas negativas também devem ser observadas com a prática da mobilidade interna. São elas: 

  • A empresa pode sentir dificuldades de encontrar um talento externo, pois a equipe pode demorar para incluir e engajar o novo colaborador;
  • O recrutamento e seleção podem se tornar desafiadores e complicados;
  • Pode implicar em falta de abertura aos novos funcionários da empresa, fechando o espaço para ideias inovadoras.

“Nós” e não “eu”

A pandemia pode ter afastado as pessoas fisicamente, mas isso só abriu espaço para o trabalho em equipe. Afinal, mais do que nunca, precisamos uns dos outros para levarmos adiante projetos colaborativos. A função de uma liderança humanizada, nesse caso, é a de unir as pessoas, mesmo não estando fisicamente com elas.

Promover a mentalidade de pensar em “nós” e não somente no “eu”, traz essa ideia de coletividade, do avanço em conjunto e de que a equipe está junta em um só objetivo. Nesse sentido, podemos citar algumas tendências de liderança e talentos:

  • Realização de onboardings interativos, que mostrem um pouco da cultura da empresa e como o trabalho remoto se encaixa nela; 
  • Criação de grupos online com as equipes, no intuito de trocar dicas de como ser mais produtivo no home office;
  • Abertura de espaços para que os funcionários expressem suas ideias e angústias com os líderes.

Saúde mental dos colaboradores 

Não tem como falarmos sobre a pandemia sem mencionar a saúde mental. Afinal, todos fomos afetados direta ou indiretamente por ela. Mesmo que o trabalho continue híbrido, as consequências do isolamento social vão nos acompanhar por mais um tempo.

Uma pesquisa divulgada pelo laboratório Pfizer, mostrou os impactos da pandemia na saúde mental dos jovens. 

Cerca de 39% deles, na faixa de 18 a 24 anos, se mostraram muito frágeis psicologicamente e 11% disseram que essa área foi muito afetada. Os dados foram coletados pela Inteligência em Pesquisa e Consultoria, a Ipec. 

Como pessoas, precisamos olhar para essa realidade e pensar em medidas para minimizar os impactos negativos. Dentro do ambiente empresarial, podemos pensar em ações como:

  • Promover a empatia do RH para com as pessoas colaboradoras, abordando-as de maneira que sintam-se confortáveis em dizer o que estão sentindo; 
  • Determinar um canal de comunicação anônimo para que expressem suas opiniões e anseios sem sentimentos de julgamento; 
  • Estimular a prática de esporte, da leitura de um livro e outras atividades prazerosas no dia a dia;
  • Trazer profissionais para dar palestras sobre os cuidados com a saúde mental e do corpo.

A partir dessas ações, será possível determinar quais as tendências de liderança e talentos mais se encaixam na empresa e como podem ser implementadas para geração de impactos positivos. 

E se estamos falando de tendências para o próximo ano, é necessário ter um planejamento prévio para motivar os funcionários, certo?

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