Dia do profissional de RH: origem, importância e mais sobre essa data 

Marcelo Furtado
Cultura Organizacional
  13 min. de leitura

Um profissional envolvido em processos que vão desde o recrutamento ao desenvolvimento de pessoas em uma organização. Nesse caminho, ele confia, treina, escuta, motiva e capacita. Diante de tamanha importância, ganhou um dia só para ele no calendário: o dia do profissional de RH

Pensando nisso, neste artigo iremos aprofundar sobre a origem desta data, evolução do setor de RH, funções do cargo e, não menos importante, sobre a saúde física e mental desses trabalhadores. 

Imaginem este espaço como a valorização deste colaborador  crucial e estratégico nas empresas de todos os portes e segmentos do mercado. A seguir, vamos começar com a origem do dia do profissional de RH

Origem do dia do profissional de RH 

Tudo começou no dia 3 de junho de 1976, quando a WFPMA (World Federation of People Management Associations), na tradução literal, Federação Mundial de Associações de Gestão de Pessoas foi criada. Na ocasião, diversos países adotaram a data para se tornar o Dia Internacional do RH. 

A propósito, a Federação existe até hoje e representa mais de 650 mil profissionais de RH em todo o mundo. Além disso, também atua de maneira ativa na estruturação da área, contribuindo com orientações e diretrizes a nível global de atuação.  

E no Brasil? Quando surgiu o dia do profissional de RH? 

No Brasil, Genésio Lucone, o fundador da APAP, Associação Paulista dos Administradores de Pessoal, foi o responsável por reconhecer a data oficialmente como o dia do profissional de RH. 

Logo em seguida, a APAP se tornou Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), preservou o legado e, inclusive, se expandiu. Hoje ela é presente na grande maioria dos estados brasileiros. 

Podemos então afirmar que a necessidade de reconhecimento e valorização deste profissional no universo corporativo já existe há mais de 40 anos. Dessa forma, o dia do profissional de RH é um marco nessa trajetória. 

Ainda assim, e como também é recorrente em outras áreas do mercado, esses profissionais vivem passando por transformações constantes. A busca por tornar o  RH ágil e competitivo, por exemplo, é um dos desafios do setor.

Valorização do profissional de RH

No dia a dia, o profissional de RH é quem assume a função de humanização da sua empresa, criando um calendário de eventos, por exemplo. É ele que escuta o colaborador, entende as suas necessidades e repassa para os gestores da empresa. 

Além disso, é também esse profissional que participa ativamente de campanhas de conscientização, promove treinamentos, entrega feedbacks e avaliações, organiza reuniões e ações no geral, sejam elas presenciais ou no ambiente digital como o metaverso, por exemplo. 

Por meio dessas ações e atitudes, podemos dizer que o profissional de RH traz muito mais dinamismo e troca para as empresas, independentemente de quais sejam seus segmentos e portes. Esse é um departamento que traz produtividade, motivação às equipes, engajamento e enriquecimento. 

Em suma, o profissional de Recursos Humanos leva movimento e envolvimento para a porta de dentro da empresa. Assim,  auxilia na construção de um ciclo de produtividade no qual gestores e colaboradores estão alinhados. 

Na Convenia acreditamos que os colaboradores de RH são fundamentais para a evolução das organizações, por meio de sua participação ativa e engajada.  

Crescimento do setor como necessidade

O setor de RH cada vez mais vem crescendo e ganhando espaço nas organizações. Os gestores de negócios que estão atentos à realidade do mercado, têm percebido como o setor é estratégico. 

Neste cenário, um levantamento realizado pela KPMG, com mais de 1000 executivos de RH, mostrou que a transformação digital é o principal fator que tende a tornar o setor mais estratégico. 

O estudo apontou que 67% dos executivos acreditam nessa relação e estão dispostos a investir em transformação digital no RH

Outro fator que vai exigir crescimento do setor é a chegada de novas gerações no mercado. Espera-se que a entrada das gerações Z e Alpha estimulem maior flexibilidade por parte dos gestores. 

Seguindo esse embalo, podemos ver que os líderes mais engajados já compreendem que o capital humano representa o fator mais determinante no sucesso de um negócio, pois traz satisfação no trabalho. Como o RH é responsável por zelar pelas pessoas, muitas lideranças têm buscado investir no setor. 

Em resumo, os profissionais de recursos humanos estão com os olhos sempre atentos tanto para o que acontece no interior da organização, como externamente, procurando inovar no setor de maneira geral.  

Desafios no reconhecimento e valorização do RH  

É certo que nem sempre os profissionais do RH ganham a valorização e reconhecimento devidos. Estamos falando de um profissional que joga de modo a trazer vitória para todos os times.

De um lado, são profissionais que trabalham lado a lado às pessoas colaboradoras, focando na solução de problemas com benefícios e recebimentos. Em seguida, ele passa a bola aos diretores e lideranças, facilitando a tomada de decisões. 

Por fim, é claro, também faz o meio de campo, estabelecendo uma comunicação assertiva e eficiente entre os colaboradores e a instituição. O RH é o setor que mais trabalha com pessoas, e o desafio está em lidar com relações e personalidades tão diferentes para chegar a um mesmo objetivo. 

Ao mesmo tempo que também precisa ter profissionais que humanizem essas relações, ouçam e entendam dificuldades, demandas e melhorias na questão da cultura e comportamento interno. 

Ao final de um ciclo de ações do RH, é possível recolher os resultados e perceber como o trabalho de um único setor impacta em todo mundo, melhorando a motivação, produtividade e pertencimento. 

O cuidado com a saúde do profissional de RH para as empresas

Pensando em sua atuação multidisciplinar, é fato que esse profissional merece, além de reconhecimento, atenção com a sua saúde e bem-estar. O dia a dia do profissional de RH tende a ser bem agitado, com demandas partindo de todos os lados da instituição. 

Por isso, elencamos a seguir alguns cuidados para que os gestores da empresa possam ser cautelosos ao cuidar da saúde mental desses profissionais. Vamos conferir? 

Qualidade de vida no trabalho

O Recursos Humanos, assim como demais setores da empresa, trabalhará de forma muito mais eficiente se alguns cuidados estiverem presentes em sua rotina. Atitudes simples e assertivas podem trazer mais qualidade de vida no trabalho.

Gestão de tempo efetiva, prevenção do estresse no trabalho, planos claros e corpo de trabalho suficiente para a quantidade de trabalho são alguns destaques que gostaríamos de mencionar aqui. 

Já temos dados suficientes que demonstram que cargas excessivas e trabalho acumulado reduzem a produtividade e eficiência do trabalhador. Uma pesquisa conduzida pela International Stress Management Association estimou que, no Brasil, 32% da população economicamente ativa tinha pelo menos um sintoma de burnout

Neste sentido, não é viável exigir uma cultura workaholic, pois trabalhadores precisam cuidar da sua vida pessoal e também relaxar. 

A gestão de tempo efetiva, a propósito, se relaciona diretamente com o corpo de trabalho suficiente. Afinal, se a empresa contratar a quantidade suficiente de profissionais de RH, poderá ver colaboradores muito mais focados em suas atividades, sem acúmulo de tarefas e estresses.

Além disso, também é importante que o profissional siga um planejamento claro e assertivo, que deve partir dos gestores da empresa. Esse caminho pode demorar a ser conquistado, mas quando aplicado, pode tornar o dia a dia de todos os envolvidos mais dinâmico, equilibrado e produtivo. 

Preocupação com saúde física e mental

Saúde física e mental devem vir em primeiro lugar – principalmente quando falamos de um profissional que atua, sobretudo, com motivação e inspiração para os demais. 

Compreendida essa necessidade, não é à toa que nos últimos anos iniciativas e benefícios relacionados a bem-estar passaram a ser implementados nas empresas. 

São exemplos práticos atualmente: jornada de trabalho reduzida, horários de trabalho dedicados ao relaxamento e talking (conversas), cultura do feedback, benefícios corporativos para cuidados com saúde psicológica etc. 

Com as mudanças nos últimos 2 anos – vindas principalmente por conta do isolamento social  – essa necessidade se viu ainda mais presente. Atualmente ainda temos o burnout se tornando doença do trabalho.

Assim, as organizações vêm apostando em aliados da saúde física e mental para trazerem esse (merecido) bem-estar a todos os profissionais, sobretudo, os de RH. São exemplos: massagens, práticas de mindfulness, aulas de yoga, meditação, gympass e convênio psicológico.  

Apoio estrutural na organização do trabalho

Apoio estrutural na organização das rotinas de trabalho também é uma prática muito saudável para o segmento. Com os recursos adequados para as atividades, o RH consegue otimizar a rotina, mensurar o alcance de suas ações, reduzir o tempo gasto em funções repetitivas, dentre outros fatores capazes de aumentar o bem-estar do setor.

A entrega de ferramentas, softwares de RH e equipamentos que efetivamente ajudem o setor a mensurar as ações podem proporcionar o apoio estrutural necessário para uma organização efetiva da área.

Recursos capazes de auxiliar na automação de processos, desde os mais simples aos mais complexos, são os exemplos mais óbvios. Com a aplicação desses recursos, o RH ganha rotinas integradas, além de muito mais tempo e produtividade para se dedicar às demandas que exigem maior humanização. 

Essas ferramentas, se bem aplicadas, também resultam em mais efetividade, inovação e rapidez para os processos desse setor. 

Por isso, essa é uma importante lição de casa para as empresas. O RH precisa ter uma estrutura de trabalho suficiente para colocar tudo em prática. Caso contrário, se nem o RH se  sentir motivado e saudável, como o setor conseguirá aplicar melhorias no restante da organização?  

Cargos possíveis para o  profissional de RH 

Muito enganadas estão as pessoas que pensam que o setor de Recursos Humanos é limitado. Na realidade, são diversos cargos e atuações que esses profissionais podem ter ao longo de suas jornadas.  

Analista de RH

O analista de RH está entre as principais atuações do profissional de Recursos Humanos. 

Isso porque ele atua diretamente com os colaboradores, revisando salários e cargos, definindo a política salarial das instituições e adequando-as à realidade do mercado, construindo o plano de carreira e desenvolvimento pessoal/profissional dos colaboradores e assim por diante. 

Sendo assim, é um profissional muito relevante e presente praticamente em todas as empresas, mesmo naquelas de pequeno porte. 

Também é comum que o analista de RH se envolva com o desenvolvimento de ações, treinamentos e outras estratégicas focadas em pessoal. Ele pode ser, por exemplo, o responsável por estabelecer planos de carreira, promover eventos de integração de novos colaboradores e mais neste sentido.  

Business Partner

O Business Partner, que na tradução literal significa “parceiro de negócios”, é um profissional que atua de maneira ainda mais estratégica do que quando em comparação a outros cargos do Recursos Humanos.

Sua função é como de um conselheiro para a empresa. Ele intermedia ações entre os gestores e colaboradores, alinhando-os nos mesmos ideais e, assim, otimizando também os próprios resultados da organização. 

Em resumo, ele entende as necessidades de ambos e trabalha como um facilitador, para que todos os envolvidos sejam atendidos.  

Coordenador de RH

O coordenador de RH, como seu nome já nos indica, é quem coordena o setor de Recursos Humanos da empresa. Ele garante que as atividades, tarefas e processos estejam alinhados e em pleno funcionamento. 

Esse é um dos principais cargos de liderança do setor, por isso, a responsabilidade exigida também é mais alta, pois além de delegar projetos, também é fundamental realizar algumas atividades de engajamento de pessoas. 

É o coordenador quem acompanha de perto as iniciativas, tarefas e resultados dos analistas de RH, além de garantir que haja o cumprimento de processos contratuais, leis trabalhistas e assim por diante. Geralmente, ele responde para o gerente de RH.  

Gerente de RH

Em seguida, na linha hierárquica, temos o gerente de RH. É ele quem articula atividades, funções e atribuições dos profissionais do setor. Geralmente lida com outros profissionais de dentro do RH, e não diretamente com os colaboradores da sua empresa, papel que geralmente compete ao coordenador.

Ele reporta diretamente ao diretor de RH, que tende a ser o mais alto cargo de Recursos Humanos da empresa.  

Diretor de RH

O diretor de RH, por fim, é quem atua no desenvolvimento de ações e iniciativas focadas no desenvolvimento dos funcionários, como é o caso de cursos, workshops, treinamentos, palestras, TEDs e outros neste sentido. 

Ele também acompanha e orienta a gestão de carreira dos colaboradores, além de delegar para o restante da equipe, tais como coordenadores, gerentes e analistas. É o mais alto cargo do setor de Recursos Humanos. 

Inovação, adaptação e agilidade como parte do DNA do profissional de RH 

Esse artigo com viés informativo faz parte de um compilado da Convenia que visa trazer reconhecimento e visibilidade para os profissionais de RH de todo o Brasil. 

E já que você chegou até aqui, gostaríamos não só de parabenizá-lo pelo dia do profissional de RH, como também, presenteá-lo com um material que vai preparar sua jornada de desenvolvimento profissional para o futuro do RH.  

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