Como humanizar o RH com auxílio da tecnologia

Os conceitos da indústria 4.0 estão presentes em todos os setores atualmente, inclusive no RH. Entretanto, um setor de recursos humanos tecnológico só consegue ser funcional quando aliado ao ato de humanizar o RH, trazendo também o conceito de RH 4.0.

São pilares da 4ª revolução industrial: 

  • A Internet das Coisas; 
  • O Big Data Analytics;
  • A segurança da informação. 

Por meio desses preceitos, é possível criar uma interação entre todas as áreas da empresa, possibilitando — por exemplo — a rastreabilidade dos processos. Além disso, é com esses pilares que foi promovida a automatização do RH.

Essa automação trouxe benefícios para a vida dos analistas de RH. Por exemplo, com a capacidade de armazenar dados foi possível deixar as tarefas mais dinâmicas. 

Além disso, a análise de currículos passou a ser realizada digitalmente, sem a necessidade de impressão de papéis ou horas de análise do histórico dos candidatos. No RH tradicional, essa tarefa demandava muito esforço do recrutador.

Neste conteúdo, vamos falar sobre a importância de manter o RH tecnológico e humanizado, mostrando como as ferramentas podem deixar o trabalho do setor mais estratégico. Continue a leitura!

Modos de humanizar o RH com o auxílio da tecnologia

Com a proposta da indústria 4.0 de integração entre os setores, os recursos humanos precisam atuar de forma estratégica. Adotar softwares de gestão de RH sem ter a máxima compreensão de suas funcionalidades e das necessidades da área pode transformar o investimento em um gasto desnecessário.

Para uma experiência realmente relevante e transformadora, o RH 4.0 precisa estar pautado em tecnologia, estratégia e gestão comportamental. É por meio desses três pilares que o setor assume uma posição mais próxima da gestão diretora, podendo oferecer tomadas de decisões mais eficientes.

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Os três fundamentos do RH

1. Tecnologia

Atualmente, existem diferentes ferramentas digitais para agilizar e tornar dinâmicos processos que até então pareciam impossíveis de serem automatizados.

É possível fazer análises de perfis comportamentais — a fim de conhecer as soft skills dos candidatos —, promover reuniões por videoconferências, realizar análises de desempenhos dos colaboradores, etc.

A análise curricular também ficou mais fácil. Se antes os recrutadores precisavam analisar uma série de currículos em papéis, agora é possível fazer uma job description e toda a triagem de candidatos de forma automatizada. A inteligência artificial compreende e faz o processo eliminatório, oferecendo o nome das pessoas que são mais aderentes à função.

2. Estratégia

A tecnologia precisa ter um papel importante: integrar o RH com o restante da empresa e no conceito da indústria 4.0 é fundamental que todos os setores consigam dialogar. 

Essa integração e as soluções em gestão de pessoas precisam fazer parte do planejamento estratégico da empresa, afinal a utilização desses sistemas permite uma percepção mais analítica, com a exploração de dados e metodologias avançadas. 

Isso tudo faz com que o RH passe a ter um peso mais incisivo nas tomadas de decisão dentro das empresas.

3. Gestão comportamental

A gestão comportamental, por sua vez, é o elemento que junta a tecnologia com a estratégia. A intenção é proporcionar resultados mais eficazes, por meio da análise de perfis comportamentais.

Se você se questiona sobre o que é  Perfil Comportamental, torna-se ainda mais fundamental contar com uma plataforma que consegue fazer essa análise de maneira inteligente. A apresentação de dados precisa ser intuitiva, a fim de facilitar o entendimento sem que o profissional de RH precise ser um verdadeiro “cientista de dados”.

Essa tecnologia coleta e modela dados, permitindo que a empresa faça direcionamentos estratégicos para montar times de alta performance alinhando perfis dos colaboradores.

As 2 principais vantagens do RH tecnológico

Por meio de ferramentas digitais, existem possibilidades diferentes de garantir benefícios para o setor. Um RH tecnológico ganha em tempo, dinamismo, armazenamento de informação e capacidade estratégica

Dessa forma, os trabalhos operacionais ficam direcionados para as máquinas, enquanto os profissionais da área podem tomar posturas mais táticas.

1. Diminuição da burocracia 

Burocracia traz prejuízos para a organização. Quando os processos são rígidos em demasia, há problemas no dinamismo do trabalho e as entregas podem atrasar ou sofrer com demoras.

Alguns registros e aprovações podem ser realizados por meio de ferramentas digitais, o que torna todo o processo mais rápido. A tecnologia diminui a quantidade de etapas para determinadas funções e deixa as operações mais rápidas.

2. Aumento da produtividade

A tecnologia pode ajudar nos processos de recrutamento e seleção. É possível fazer análises mais efetivas das habilidades comportamentais e técnicas das pessoas que se candidataram para a função. Isso ajuda na redução do turnover (rotatividade).

Você sabe o que é People Analytics? Essa tecnologia permite o acompanhamento dos colaboradores por meio de métricas e indicadores de desempenho e comportamentos

Dessa forma, a equipe de RH consegue fazer uma apuração analítica e tomar posturas preditivas para evitar cenários negativos — como absenteísmo e presenteísmo.

Os modos de deixar o RH tecnológico mais humano

Como podemos observar até aqui, a tecnologia permite ao RH análises mais efetivas e precisas em relação ao comportamento dos trabalhadores. 

É possível entender melhor as soft skills das pessoas no momento do recrutamento, assim como acompanhar o seu desenvolvimento.

A humanização do setor pode ser um verdadeiro diferencial competitivo. Tratar o colaborador como uma pessoa e não como apenas um número dentro da organização é fundamental para promover uma cultura na qual todos são relevantes e necessários. Essa postura ajuda na retenção de talentos e impacta positivamente nos resultados. 

Algumas ações — com o suporte tecnológico — que podem ajudar na humanização do setor são:

  • Identificar os perfis comportamentais aderentes às novas vagas e criar oportunidades para o desenvolvimento da carreira;
  • Viabilizar treinamentos à distância;
  • Criar canais de comunicação que envolva todos os colaboradores;
  • Disponibilizar benefícios trabalhistas por meio de aplicativos;
  • Realizar programas de reconhecimento profissional pautado não apenas em resultados, mas nos comportamentos alinhados à cultura organizacional.

A tecnologia não veio para substituir o ser humano, mas sim retirar as funções operacionais da rotina de trabalho e utilizar todo o potencial intelectual e estratégico dos colaboradores em ações mais efetivas para o negócio.

Por meio de um RH tecnológico é possível oferecer ferramentas necessárias aos profissionais do setor posicionarem seu trabalho mais próximo da gestão diretora. Além disso, é possível gerar novas funções dentro do RH.

Principais benefícios de humanizar o RH

Acima de tudo, humanizar o RH significa gerenciar pessoas como realmente são: seres humanos dotados de sentimentos, qualidades e deficiências. 

De acordo com o livro “Gestão humanizada: afetividade, convivência e humanização”, escrito por Marcus de Mario, a valorização do ser humano melhora a qualidade de todas as operações empresariais.

A razão disso se deve, segundo o escritor, a construção de fortes laços de afeto e amizade que levam os colaboradores a transcender a esfera corporativa. Dessa forma, a empresa desbloqueia potencialidades (criatividade, intuição, sensibilidade, empatia etc.) normalmente executadas em ambientes nos quais os profissionais se sentem confortáveis, como o lar.

Além disso, ao investir em um RH humanizado, a organização obtém:

  • Redução da rotatividade de profissionais (turnover);
  • Melhoria no engajamento das equipes;
  • Diminuição do índice de absenteísmo ligado a doenças emocionais, como depressão, ansiedade e síndrome de burnout;
  • Elevação da taxa de retenção e atração de talentos;
  • Potencialização dos resultados internos;
  • Otimização de práticas inovadoras e criativas.

Resumindo, o RH que foca no bem-estar no capital humano faz a empresa se tornar um lugar incrível para se trabalhar, melhorando muito o employer branding. Sendo assim, os colaboradores entregam todo o seu potencial nas tarefas que executam, também ajudando a fomentar o employee experience.

Principais características de um RH humanizado 

O RH humanizado é composto por alguns importantes pilares. São eles:

  • Comunicação transparente;
  • Foco na qualidade de vida dos colaboradores;
  • Relação de proximidade e parceria com as equipes;
  • Reconhecimento dos resultados individuais e coletivos;
  • Cuidado com o clima organizacional;
  • Desenvolvimento de líderes empáticos;
  • Ações que promovem a satisfação, como benefícios e eventos de integração.

Todas essas práticas podem ser potencializadas por meio de tecnologias inteligentes. Por exemplo, um bom software de gestão de benefícios garante que todos os colaboradores sejam contemplados com serviços que melhoram a qualidade de vida.

Além disso, é possível flexibilizar a cesta de benefícios, ou seja, os profissionais têm a liberdade de escolher o tipo de serviço que mais se adequa às suas necessidades. Sem dúvidas, o RH humanizado é a receita para a melhoria do bem-estar do capital humano – mesmo que trabalhem remotamente.

Nessa era de transformação digital e do desenvolvimento de novas tecnologias, é importante lembrar de algo que permanece igual e é inalterável: a empresa é feita de pessoas e não apenas de máquinas.

O que achou do nosso artigo? Entendeu como humanizar o RH? O que acha de potencializar os seus conhecimentos sobre esse tema? Baixe gratuitamente o nosso kit: Manual + Quis + Checklist – Como humanizar as relações digitais no RH.

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Marcelo Furtado

Marcelo Furtado é administrador de empresas com pós-graduação em engenharia financeira pela Poli-USP. Iniciou sua carreira na Pepsico e posteriormente trabalhou 8 anos com gestão de ativos em hedge funds. É cofundador da Convenia, primeiro software na nuvem de gestão de departamento pessoal voltado para pequenas e médias empresas no Brasil. Marcelo também atua como professor de Marketing Digital na ESPM-SP e mentor na ACE e Google Campus.

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